Greve geral contra reforma trabalhista paralisa serviços de Portugal

3 de Jun de 2026 - 12:00
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Greve geral contra reforma trabalhista paralisa serviços de Portugal

A greve geral em Portugal paralisou trens, voos e escolas hoje, em protesto contra a proposta de reforma trabalhista do governo.

O que aconteceu

A paralisação nacional afetou de forma grave os serviços de transporte e educação do país. Trens urbanos e de longa distância não circularam, e companhias aéreas cancelaram dezenas de voos nos aeroportos de Lisboa e Porto.

Escolas públicas e universidades suspenderam as aulas em várias regiões portuguesas. Professores e funcionários administrativos aderiram em peso ao chamado de greve feito pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses).

Os trabalhadores protestam contra as propostas de mudança nas leis de emprego. "Não aceitaremos a retirada de direitos históricos e o empobrecimento de quem trabalha", afirmou Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP.

Mudanças nas leis trabalhistas

O governo de Portugal quer facilitar demissões e reduzir o pagamento de horas extras. O plano oficial é flexibilizar o mercado para atrair investimentos estrangeiros e aumentar a produtividade das empresas nacionais.

A mobilização é apontada como a maior dos últimos anos no país. A última greve de proporções parecidas ocorreu em 2024, quando servidores públicos cruzaram os braços por reajuste salarial e melhores condições.

Reações ao protesto nacional

O governo defendeu a necessidade das reformas, mas se disse aberto a negociar. O primeiro-ministro afirmou que as medidas vão modernizar a economia e gerar empregos estáveis no longo prazo.

Empresários do setor de turismo criticaram o momento escolhido para a paralisação. Representantes de hotéis e restaurantes dizem que os bloqueios em aeroportos prejudicam a imagem do país logo no início da temporada de férias europeia.