Rodrigo Mattos: 'O time mais técnico tem que assumir o jogo'

11 de Jul de 2026 - 22:30
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Rodrigo Mattos: 'O time mais técnico tem que assumir o jogo'

A Inglaterra precisou "assumir o jogo" contra a Noruega porque tinha mais qualidade técnica, avaliou Rodrigo Mattos no Fim de Papo, do Canal UOL.

O debate analisou a postura inglesa mesmo com dificuldade para criar contra um rival fechado e também discutiu o lance polêmico no gol de Bellingham, com reclamações norueguesas sobre possível toque da bola no cabo da câmera.

Eu acho que o time que é mais técnico tem que assumir o jogo. Eu acho que até tem formas de jogar diferente. O Brasil podia eventualmente ter ganho com aquele jeito à italiana lá do Ancelotti. Desmontou mesmo só no segundo tempo. Mas eu acho importante quando um time que é o time que tem os melhores jogadores, que é o caso da Inglaterra... E eu acho que a Inglaterra hoje tem melhores jogadores do que o Brasil, inclusive, pelo menos no meio de campo. As laterais são melhores também. Em outras posições, zagueiros e pontas a gente até é melhor do que a Inglaterra, mas o centroavante deles é melhor. Então eles assumiram o jogo.
Rodrigo Mattos

Na sequência, o jornalista detalhou que a Inglaterra até "estava com dificuldade para criar com a Noruega fechada", mas sustentou que a iniciativa gerou volume. Ele citou números de finalizações para reforçar a leitura de domínio.

Estavam com dificuldade para criar com a Noruega fechada, mas assumiram o jogo e eu acho que no final das contas isso cria um volume maior. Eles estavam com uma coisa até sair e estar em vantagem de fato a Inglaterra. Ela tinha bem mais conclusões. Acho que ela tem sete arremates no gol, enquanto a Noruega tem três.
Rodrigo Mattos

O jogo também virou tema por causa do início da jogada do gol de Bellingham. Mattos disse que a discussão era se a bola teria tocado no cabo da "Spider Camera" após tiro de meta, e trouxe a versão de bastidores citada pela Fifa.

Tem um lance polêmico porque tem uma discussão de uma imagem que a bola teria batido no cabo (da câmera) quando é chutada no tiro de meta do goleiro norueguês. A Fifa diz, a informação de background é que o sensor da bola não acusou o toque. Por isso que não foi paralisado o jogo. Eles colocaram oficialmente a informação de que o sensor da bola não acusou; por causa disso que não foi paralisado. O lance cai no pé de um inglês, ele arma o contra-ataque, vai acabar no pé do Bellingham, e ele faz o gol.
Rodrigo Mattos

PVC defendeu que a decisão deve ser respeitada quando a arbitragem e a tecnologia apontam para a mesma direção, mesmo que a imagem gere dúvida. Para ele, a discussão expõe uma dificuldade cultural de aceitar o veredito em campo.

Eu vejo a bola bater no fio, mas eu estou certo e o sensor está errado? Não. O sensor está certo e eu estou errado. Eu posso desconfiar do sensor, mas o árbitro decidiu que não bateu, o sensor não disse que bateu: é gol.
PVC

Renan Teixeira reforçou a impressão de quem acompanhava pela TV: a reclamação não foi imediata e ninguém teve certeza no momento do lance. Ele também apontou que, se a bola tocasse no cabo, a trajetória poderia mudar de forma mais perceptível.

Ninguém pela televisão teve a impressão que a bola bateu. E foi o que eu pensei, por que nenhum jogador na hora reclamou? Se bate de fato no cabo, ela perderia velocidade ou mudaria a trajetória. Depois, quando sai o gol, o goleiro reclama mais, e a gente vê o treinador reclamando bastante.
Renan Teixeira