F1: Por que Hadjar e Hamilton não foram punidos no fim do GP de Mônaco?
Após o GP de Mônaco de Fórmula 1, Lewis Hamilton e Isack Hadjar tiveram que torcer para conseguir manter suas posições no pódio, isso porque ambos estavam sendo alvos de investigação por parte dos comissários. Os dois pilotos teriam violado a distância mínima exigida em relação ao carro da frente durante o safety car. Leia também:
Fórmula 1VÍDEO F1: Antonelli segue tradição e dá mergulho no porto de Mônaco
Fórmula 1F1 - Fornecedora de freios da Ferrari rebate acusações de Leclerc: "Avaliação prematura"
Fórmula 1F1 - Hamilton 'dá com a língua nos dentes' e revela ordem do ADUO: Red Bull tem o melhor motor
Tanto Hamilton quanto Hadjar foram investigados por terem, em alguns momentos, mantido uma distância superior às dez carros permitida em relação ao veículo à frente. Uma violação dos regulamentos da FIA poderia, na pior das hipóteses, resultar em penalidades posteriores e, consequentemente, afetar o resultado da corrida. No entanto, no final, tanto o piloto da Ferrari quanto o da Red Bull saíram ilesos. Hamilton pôde manter seu segundo lugar, Hadjar seu surpreendente terceiro lugar e, com isso, o pódio em Monte Carlo. Acusações idênticas contra os dois pilotos As investigações contra Hamilton e Hadjar transcorreram de forma quase idêntica. Em ambos os casos, os comissários de prova receberam notificações da direção da corrida indicando que os pilotos poderiam ter mantido uma distância excessiva do carro à frente durante a fase do safety car. De acordo com o regulamento, os pilotos atrás do Safety Car não devem, em princípio, manter uma distância superior a dez comprimentos de carro. A regra visa impedir que se formem lacunas maiores e que o pelotão se espalhe na relargada. Para os comissários, a situação foi inicialmente grave o suficiente para que ambos os incidentes fossem investigados oficialmente. Para isso, foram analisados dados de posição, vídeos, telemetria, informações de cronometragem, comunicações de rádio e imagens de câmeras a bordo. O resultado, no entanto, foi favorável aos pilotos. FIA invoca exceção de segurança Em sua justificativa, os comissários se referiram a uma interpretação já existente da regra, que havia sido comunicada anteriormente pela direção da corrida. De acordo com ela, a direção da corrida já havia declarado em um evento anterior que, por motivos de segurança, uma certa margem de tolerância seria aceita. O contexto é a exigência especial dos carros modernos de F1 durante as fases de safety car. Nessas situações, os pilotos precisam não apenas manter a temperatura dos pneus, mas também realizar, simultaneamente, procedimentos complexos relacionados à unidade de propulsão e ao gerenciamento de energia. Para isso, eles precisam, ocasionalmente, de espaço adicional em relação ao veículo à frente. Os comissários de prova referiram-se expressamente a essa orientação já conhecida e, por isso, chegaram à mesma conclusão em ambos os casos: "No further action". Red Bull volta a ser alvo de críticas No entanto, o fim de semana de corrida de Hadjar não passou totalmente sem registro na FIA. Paralelamente, surgiu outro relatório do Delegado Técnico referente à sua Red Bull. Segundo o relatório, membros da equipe teriam realizado trabalhos no carro de Hadjar durante uma interrupção da corrida, o que não é permitido de acordo com o artigo B5.14.4.a do Regulamento Desportivo. O relatório constata que mecânicos da equipe teriam trabalhado no carro número 6 às 16h55. Quando a FIA questionou, no entanto, os trabalhos teriam sido imediatamente interrompidos. Além disso, o carro teria sido restaurado ao seu estado original, sem que peças fossem trocadas. O diretor técnico Jo Bauer encaminhou o incidente aos comissários de prova. Por que esse caso também teve um desfecho benigno O fato de Hadjar ter subido ao pódio no final já mostra como a questão foi resolvida. Os comissários não viram motivo suficiente para uma penalidade desportiva que pudesse influenciar o resultado da corrida. O fator decisivo foi que os trabalhos foram interrompidos imediatamente e nenhum componente foi substituído ou alterado de forma permanente. Assim, uma tarde inicialmente angustiante para os pilotos do pódio terminou, no fim das contas, sem consequências. Hamilton e Hadjar tiveram que passar por várias investigações, mas puderam deixar Mônaco com seus troféus e os pontos correspondentes no Campeonato Mundial. Pilotos CHORÕES, o golpe em Russell, GALVÃO, Bortoleto, NASCAR Brasil e + | Cacá Bueno e Caio Collet
Ouça versão áudio do PODCAST MOTORSPORT:
Your browser does not support the audio element. ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
Spotify Deezer Amazon Music Apple Podcasts
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!