Manual para virar trilionário: 10 passos para seguir o caminho de Elon Musk

11 de Jul de 2026 - 06:30
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Manual para virar trilionário: 10 passos para seguir o caminho de Elon Musk

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana:;;;)

Um trilhão parece uma abstração, mas, ao virar o primeiro trilionário da humanidade, Elon Musk aterrissou a ideia. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz destrincham os passos que levaram o empresário a um nível de riqueza difícil de imaginar.

A dupla monta um "manual do trilionário" para mostrar o caminho do dono da SpaceX e da Tesla, mas também para evidenciar o quanto a jornada é impossível de replicar.

Não dá para entender o que é a ideia de um trilhão, mas dá para entender qual foi o caminho que o Elon Musk chegou a ter essa quantia na conta bancária. A gente vai fazer o Manual do Trilionário. Porque se o Elon Musk consegue chegar até um trilhão, muito provavelmente as pessoas também conseguem. Vamos lá. Primeiro item: tenha um pai que é dono de uma mina de esmeralda
Helton Simões Gomes

O próximo passo é criar uma startup no meio de uma bolha e vender para uma grande empresa em busca de renovação, caso da Zip2, adquirida pela Compaq em 1999.

O terceiro item da lista é se juntar a gente "mais esperta", coisa que Musk fez ao criar a . Após rivalizar com outra startups, a Confinity, de Peter Thiel, ele conseguiu fundir as duas companhias, que resultaram no PayPal. A venda para o eBay por US$ 1,5 bilhão aumentou o patrimônio de Musk e abriu a porta para apostas maiores.

A partir daí, o manual entra no que Helton chama de setores improváveis: aeroespacial e carros elétricos. Em 2002, Musk fundou a SpaceX quando poucos apostavam em um novo ciclo espacial, e investiu na Tesla quando ela era pequena.

Um dos estágios do sucesso passa por vender para o setor público e receber subsídios dele. Em 2008, quando SpaceX e Tesla estiveram perto de quebrar, a NASA surgiu para contratar grande capacidade de lançamento da empresa espacial de Musk.

Teve um momento, em 2008, que o Elon Musk tava pra ver falir tanto a Tesla quanto a SpaceX. (...) O Falcon 1 conseguiu decolar de fato e no mesmo ano a NASA contratou muitos foguetes. (...) Com a Tesla, os carros conseguiram dar certo e ele, logo na sequência, já fez um IPO, compartilhou as perdas que ele tinha com o restante dos investidores.
Helton Simões Gomes

Diogo Cortiz puxa o fio do papel do Estado de outro jeito: não só nos contratos, mas no investimento indireto que sustenta ciência básica e pesquisa.

Se a gente pensar em toda a sua indústria, é muito baseada em pesquisas e desenvolvimento que foram feitos com verba pública. (...) Toda ciência básica é bancada por dinheiro público. (...) O grosso do investimento vem de dinheiros públicos com pesquisa e desenvolvimento que cria esse colchão de conhecimento para que depois uma empresa privada pegue isso e encapsule num produto.
Diogo Cortiz

O manual também passa pelo que Helton descreve como surfar a "onda do mundo melhor", com a alta das ações da Tesla na pandemia. Em 2020, os papéis da empresa subiram 743%, num momento em que a discussão sobre clima e energia ganhou força.

Na parte mais ácida da lista, Helton afirma que Musk "assina o próprio contracheque" ao definir metas e negociar pacotes de ações com um conselho que ele descreve como alinhado ao CEO. E aponta ainda a prática de anunciar planos grandiosos antes de momentos decisivos, para mexer com o mercado.

Diogo questiona se esse tipo de estratégia iria em outros países. Para ele, Musk é fruto do mercado de capitais dos EUA, onde a dinâmica entre governo e empresas privadas é diferente da China.

E se Elon Musk tivesse nascido na China? Conseguiria repetir esses passos de manipulação de mercado? Não, nem a pau. Musk deu sorte de ter ido para os Estados Unidos.
Diogo Cortiz

O "manual do trilionário" termina com um dos movimentos mais recentes de Musk, que reorganizou uniu empresas em fases diferentes e, por fim, convenceu investidores a apostar numa companhia que "atira para todos os lados", combinando espaço, telecom, IA e rede social.

Você vai passar 25 anos diante da tela; veja como sair da frente do celular

Um brasileiro pode passar cerca de 25 anos diante de telas ao longo da vida se mantiver o ritmo médio de uso diário, calculam e, de, o podcast do para os humanos por trás das máquinas.

No novo episódio, a dupla explica como o celular sequestra a atenção e o que fazer para reduzir o tempo de tela. Helton conta que desconfiou de um estudo que falava em 52 anos diante de telas e refez as contas com outro levantamento, além de checar o próprio uso no iPhone e no computador. A conclusão, segundo ele, assusta, mas também dá pistas de por onde começar.

Eu topei com um estudo feito pela NordVPN que mostrava que o brasileiro vai gastar 52 anos na frente de uma tela de celular, de computador e por aí vai. Eles ouviram alguns brasileiros e chegaram a um número de mais de 14 horas por dia e extrapolaram para o tempo de vida. Eu olhei e pensei: não é possível. Fui atrás de uma estimativa de uma consultoria mundialmente conhecida e cheguei ao número de 9 horas e 13 minutos por dia. Fazendo as contas, dá 28 anos, 2 meses e 7 dias diante de telas. Aí eu falei: essa conta está errada porque parece que a pessoa nasceu e já está na frente de uma tela. Então calculei a partir dos 9 anos e cheguei a 25 anos na frente de uma tela.
Helton Simões Gomes

Karen Hao: 'Não devemos acreditar no que dizem líderes das empresas de IA'

Antes de criar o ChatGPT, a OpenAI tocava projetos nada vistosos até praticamente tropeçar no GPT-2, tecnologia criada a partir de uma ideia forjada pelo Google, escreve a jornalista norte-americana Karen Hao no bestselling "Império da IA". Para a escritora, o segredo para a errática empresa ter colocado a inteligência artificial generativa na boca do mundo não foi inventar um método inédito ou encontrar o produto certo de cara, mas, sim, algo menos intuitivo: escala.

Apostar em mais dados e mais poder computacional fez a OpenAI largar na frente, diz Karen Hao em entrevista a Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas. Na conversa, ela detalha por que classifica as empresas de IA de "impérios", contesta as previsões de líderes do setor, como Sam Altman, e ainda aponta riscos para a democracia e a autonomia de países que viram grandes consumidores de IA.

Eu não acho que devemos confiar nessa previsão dele. Previsão não deve ser entendida apenas como uma descrição do futuro, mas como um ato de fala e um instrumento de poder. As pessoas preveem que algo vai acontecer como uma forma de tentar fazer aquilo acontecer. Se alguém como Sam Altman consegue convencer todo mundo de que a visão de mundo dele inevitavelmente vai se concretizar, isso vira uma profecia autorrealizável. Por isso, não deveríamos simplesmente acreditar no que Sam Altman diz ou no que qualquer líder dessas empresas de IA diz.
Karen Hao

Arrependidos do token maxxing: a conta chegou para os maníacos da IA

Usar ferramentas de inteligência artificial como se não houvesse amanhã e medir a produtividade dos trabalhadores com elas por meio do gasto com tokens virou uma tendência tão forte que ganhou o apelido de "token maxxing". Só que a onda começou a perder força quando os boletos chegaram como sempre, mas salgados como nunca, conta Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes no novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas.

Token maxing foi basicamente uma loucura que aconteceu no mundo da tecnologia em que a galera foi usando inteligência artificial e 'ah, vamos ganhar produtividade e medir a partir do consumo de tokens'. Isso não fazia o menor sentido. A conta chegou e agora as empresas estão muito mais cautelosas, não desconfiando da capacidade da IA. Todo mundo já entendeu que a IA é muito boa para fazer diferentes tarefas, inclusive para programação, mas ela tem um custo e esse custo muitas vezes é maior do que fazer uma tarefa sem inteligência artificial.
Diogo Cortiz

DEU TILT

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.