Dólar sobe a R$ 5,12 e Bolsa cai, com mercado de trabalho dos EUA no radar

5 de Jun de 2026 - 12:00
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Dólar sobe a R$ 5,12 e Bolsa cai, com mercado de trabalho dos EUA no radar

Após abertura em baixa, o dólar passou a subir nesta sexta-feira, chegando a R$ 5,12. Na Bolsa, o Ibovespa, índice das ações mais negociadas, tem abertura negativa, após cair 2,2% antes do feriado. Nessa sessão espremida entre o feriado de Corpus Christi e o fim de semana, agentes de mercado ajustam posições aos dados do governo americano que mostraram criação de de vagas de emprego em ritmo superior ao esperado, impactando apostas na redução dos juros nos Estados Unidos.

O que aconteceu

Dólar sobe após abertura em baixa. No , a moeda americana era cotada a R$ 5,123, variação de 1,09% às 11h15. Última vez que divisa fechou acima de R$ 5,10 no mercado brasileiro foi em 8 de abril.

Na semana, dólar sobe de R$ 5,04. A sessão hoje é influenciada pelos ajustes de posições dos agentes econômicos brasileiros, já que o mercado local esteve fechado ontem enquanto as Bolsas funcionaram no exterior.

Petróleo tem sessão de estabilidade após recuo ontem. O contrato futuro do barril do tipo Brent com entrega para agosto cedia 1,5% às 11h15h, para US$ 93,63 na ICE Intercontinetal Exchange.

Incertezas sobre guerra no Oriente Médio persistem. Ontem, os preços do petróleo recuaram diante da perspectiva de um , apesar da rejeição por parte do grupo pró-iraniano Hezbollah e da. Por outro lado, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira uma e busca restringir novas ações militares contra o Irã.

O mercado segue sensível às negociações envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e Líbano, em meio ao elevado grau de incerteza, o que mantém o petróleo volátil. No Brasil, o Ibovespa retoma após o feriado, com Bolsa dependente do fluxo externo, que segue como principal driver no curto prazo. Alvaro Maia, economista na StoneX

Indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos entram no radar. O Bureau of Labor Statistics (BLS, departamento de estatísticas do trabalho dos Estados Unidos) divulga o relatório oficial de emprego de maio, com a de emprego, .

Com o dado, o mercado tende a reagir com aumento da curva de juros e potencial fuga de ativos de risco, especialmente ações de crescimento e alternativos mais voláteis. Mercados emergentes também tendem a apresentar volatilidade com a expectativa de maior remuneração dos títulos públicos nos Estados Unidos. Paula Zogbi, estrategista Chefe da Nomad

Resultado reduz apostas de corte de juros pelo Fed (Federal Reserve), Banco Central americano. Segundo analistas, os dados sinalizam uma economia ainda aquecida e, portanto, com focos de pressão inflacionária. A taxa de desemprego permaneceu estável, em 4,3%.

Diante dessa combinação de mercado de trabalho forte, inflação pressionada e incertezas sobre a continuidade do conflito no Oriente Médio, acreditamos que não há espaço para cortes de juros neste ano. Existe, inclusive, uma possibilidade de aumento nos juros. Claudia Moreno, economista do C6 Bank

Ibovespa volta a cair. Em baixa desde a abertura, o principal indicador de ações na Bolsa do Brasil recuava 0,17% às 11h15, marcando 170.141 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro.

Bolsa brasileira vem de forte queda na quarta-feira. O , pressionada pelos .

Ibovespa está em ciclo de queda desde 15 de abril, em movimento que coincide com menor fluxo de capital externo. Em maio, o saldo líquido das aplicações dos estrangeiros foi negativo em R$ 14,9 bilhões da B3. Desde 14 de abril, quanto atingiu 198.657 pontos, recorde histórico, indicador recuou cerca de 14%.

A saída de R$ 14,9 bilhões estrangeiros na Bolsa em maio tem parte do movimento explicada por realização de lucros, mas também há uma reavaliação das expectativas para juros, fiscal, câmbio e eleição. Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos

Entre empresas, Embraer aparece como destaque de alta. Com viés oposto ao Ibovespa, as sobem 2,6%. A companhia informou que recebeu da Azorra um , com direitos de compra para mais 15 jatos. Com este acordo, o total de pedidos firmes da Azorra para aeronaves E2 aumenta de 39 para 54 unidades.