Copa do Mundo vai injetar R$ 4,3 bilhões no comércio brasileiro, estima CNC

1 de Jun de 2026 - 13:15
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Copa do Mundo vai injetar R$ 4,3 bilhões no comércio brasileiro, estima CNC

A Copa do Mundo deste ano vai injetar R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, prevê a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Caso a estimativa seja confirmada, o setor terá um faturamento 6,5% superior ao registrado na última edição do torneio, em 2022.

O que aconteceu

Comércio prevê ampliar o faturamento com a Copa do Mundo. A perspectiva considera o atual dinamismo do mercado de trabalho e a inflação menor. Para a CNC, os dois fatores compensam o encarecimento do crédito. Para o presidente da entidade, José Roberto Tadros, o consumo associado ao lazer segue como importante motor das vendas.

A cada quatro anos, a mobilização em torno do futebol impulsiona especialmente o comércio de eletroeletrônicos, ainda que o poder de compra do consumidor esteja abaixo do esperado.
José Roberto Tadros

Vendas vão reagir de forma diferenciada entre os segmentos. Com o crédito mais caro devido à política monetária restritiva, com a taxa básica de juros em 14,5% ao ano, a CNC projeta que o crescimento das vendas será estimulado pelo consumo imediato de alimentos, bebidas e artigos de menor valor.

Desde setembro de 2025, a economia brasileira enfrenta um dos mais intensos ciclos de aperto monetário dos últimos 20 anos, com juros básicos em patamar superior ao que seria adequado para estimular o crescimento.
José Roberto Tadros

Alimentos e bebidas devem representar quase 70% das vendas. A estimativa considera que o segmento vai absorver R$ 3,97 bilhões. Na sequência, aparecem as atividades relacionadas a vestuário e acessórios (R$ 803,7 milhões) e artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 262,6 milhões).

Busca por televisores não se reflete na compra efetiva do produto. A CNC mostra que houve aumento pontual de 8,4% na procura por Smart TVs em lojas online no mês de maio, na comparação as pesquisas de abril. A busca, no entanto, aparece 15,6% abaixo daquela verificada às vésperas da Copa de 2022. O percentual também é inferior ao registrado nos Mundiais de 2014 e 2018.

Preços mais baixos também não se traduzem em compras de TVs. Dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15) mostram que o preço médio dos aparelhos está 18,9% menor em relação à Copa de 2022. A queda, no entanto, é insuficiente para estimular a aquisição ou a troca de aparelhos por parte dos consumidores no varejo.