Sem aval do Tesouro, DF terá de fazer ajuste fiscal para salvar BRB

28 de Mai de 2026 - 12:00
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Sem aval do Tesouro, DF terá de fazer ajuste fiscal para salvar BRB

O Tesouro Nacional não dará aval ao Distrito Federal no empréstimo de R$ 5 bilhões a ser tomado junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e o governo distrital terá de fazer um duro ajuste fiscal para apresentar garantias próprias junto a bancos privados. O congelamento de salários é a principal contrapartida.

Esse grupo de instituições financeiras será avalista do BRB (Banco de Brasília) no FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que deve liberar o empréstimo para que a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal se livre da liquidação.

Esse dinheiro é fundamental para reequilibrar o capital do BRB (Banco de Brasília), que tem um buraco após negócios malsucedidos com o Master.

O Banco Central deu prazo até esta sexta-feira (29) para que o BRB apresente uma solução definitiva. Como , o banco deve, contudo, apresentar somente uma "carta de intenção".

Isso porque, para resolver o problema, será preciso fechar o acordo com o Tesouro Nacional e aprovar leis específicas na Câmara Legislativa.

Os termos finais da proposta apresentada a Tesouro serão definidos nesta quinta na audiência de conciliação mediada pelo ministro do STF Luiz Fux.

Um dos pontos previstos é a suspensão do reajuste salarial dos servidores distritais. Cogitou-se, inicialmente, a privatização de estatais, mas essa medida foi descartada.

Outro ponto é a destinação de parte dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantias aos bancos.

Para isso, a governadora Celina Leão terá de encaminhar um projeto de lei específico para obter autorização da Câmara Legislativa distrital. Hoje, esse recurso é carimbado. Parte financia, obrigatoriamente, a educação e a saúde. O restante vai para o fundo de previdência dos servidores e investimentos.

A parcela que o Distrito Federal usará desses fundos para repassá-la aos bancos privados precisa ter autorização legal.

São esses bancos que entrarão como fiadores do BRB no empréstimo de R$ 5 bilhões a ser contratado pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Se o Distrito Federal deixar de pagar, os bancos pagarão em seu lugar, mas usando recursos do próprio governo distrital.

Em troca, o Tesouro Nacional flexibilizará as regras de endividamento. Hoje, o teto é 3% da Receita Corrente Líquida e, por esse critério, o Distrito Federal só poderia obter mais R$ 900 milhões em crédito novo —cifra muito distante dos R$ 6,6 bilhões que o BC exigiu de aporte no BRB.

O acordo prevê que esse limite estará liberado, desde que haja receitas firmes apresentadas pela governadora Celina Leão.

O tratamento dado pelo governo federal ao Distrito Federal segue a mesma receita de flexibilização adotada na crise do Rio de Janeiro e nas enchentes do Rio Grande do Sul.

Reportagem

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