Palmeiras: Fortuna de Leila Pereira cresceu R$ 500 milhões em um ano
A fortuna de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, cresceu cerca de R$ 500 milhões em um ano, segundo ranking da revista Forbes. Aos 61 anos, a empresária tem patrimônio estimado em R$ 4,9 bilhões e ocupa a 15ª posição entre as mulheres mais ricas do Brasil, além de aparecer entre os 250 maiores bilionários do país em 2026.
No ranking anterior, Leila estava na 42ª colocação entre as mulheres mais ricas, com uma fortuna calculada em R$ 4,4 bilhões. O aumento foi de aproximadamente 11,4% em 12 meses. A trajetória empresarial da dirigente está principalmente ligada à Crefisa e ao Centro Universitário das Américas (FAM), negócios fundados por seu marido, José Roberto Lamacchia. Leila passou a administrar as empresas em 2008.
Criada em 1964, a Crefisa ganhou espaço no mercado de crédito pessoal, inicialmente com foco em funcionários públicos, aposentados e pensionistas do INSS. Com o tempo, a companhia também expandiu suas atividades para o segmento empresarial.
Relação com o Palmeiras
A ligação de Leila Pereira com o futebol ganhou força em 2015, quando a Crefisa passou a ser a principal patrocinadora do Palmeiras. O acordo foi firmado durante um período de dificuldades financeiras do clube e permaneceu por dez anos.
Ao longo da parceria, os investimentos da Crefisa no Palmeiras são estimados em mais de R$ 1 bilhão. Os recursos contribuíram para a formação do elenco e ocorreram durante uma fase de títulos relevantes, como os Campeonatos Brasileiros de 2016 e 2018 e as Libertadores de 2020 e 2021.
Em 2025, entretanto, a Crefisa deixou o posto de patrocinadora máster do Palmeiras. Atualmente, a marca Sportingbet ocupa o espaço principal na camisa do clube.
Leila foi eleita presidente do Palmeiras em novembro de 2021, com 88% dos votos. Ela tomou posse em 15 de dezembro daquele ano e se tornou a primeira mulher a comandar o clube.
Desde então, passou a atuar em um cenário historicamente dominado por homens. Durante a Copa do Mundo de Clubes, disputada nos Estados Unidos em junho do ano passado, era a única mulher entre os presidentes dos 32 clubes participantes.
Conhecida pelos torcedores como "tia Leila", a dirigente também participou de negociações importantes do Palmeiras. Uma delas foi a venda de Endrick ao Real Madrid, em 2023, por aproximadamente 60 milhões de euros. A transferência está entre as maiores da história do futebol brasileiro, ao lado das negociações de Neymar e Vinícius Júnior.