F1: FIA confirma data da audiência sobre recurso de McLaren e Red Bull contra pódio de Gasly em Mônaco

18 de Ago de 2026 - 20:00
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F1: FIA confirma data da audiência sobre recurso de McLaren e Red Bull contra pódio de Gasly em Mônaco

A Federação Internacional de Automobilismo confirmou que realizará no dia 25 de agosto a audiência perante à Corte Internacional de Recursos que analisará o protesto de McLaren e Red Bull contra o recurso da Alpine que devolveu o pódio a Pierre Gasly no GP de Mônaco de Fórmula 1. Leia também:

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Gasly perdeu o pódio na etapa de Mônaco após ser punido por excesso de velocidade no pitlane, mas um recurso submetido pela Alpine logo após o fim da prova deu um veredito positivo à equipe francesa, restaurando o resultado. Inicialmente, Mercedes, Red Bull e McLaren haviam protestado contra a decisão dos comissários, mas a equipe alemã desistiu de levar o caso adiante. Agora, o protesto será analisado pela instância mais elevada no automobilismo internacional, e decidirá de uma vez por todas se o francês mantém o terceiro lugar em Mônaco. Caso o veredito seja favorável às protestantes, o pódio voltará a Isack Hadjar, que está na quarta posição da corrida neste momento. Relembre o caso Um número incomumente alto de penalidades por excesso de velocidade no pit lane foi aplicado durante o GP de Mônaco. Cinco pilotos — incluindo Gasly, duas vezes — receberam penalidades de cinco segundos, todas por excederem o limite em não mais do que 0,4 km/h. Cinco das seis infrações foram registradas com apenas 0,1 km/h acima do limite. Só vários dias depois veio à tona que a maioria dessas penalidades pode ter sido aplicada incorretamente, depois que a Formula One Management (FOM) admitiu que o sistema de cronometragem do pitlane havia sido configurado de forma incorreta. O verdadeiro problema foi que essas penalidades, embora mínimas, tiveram um grande impacto não apenas no resultado da corrida, mas também na disputa pelo campeonato. Entre os penalizados estava George Russell. O que piorou ainda mais a situação foi que o piloto da Mercedes tentou cumprir sua penalidade durante a corrida — mas não conseguiu fazê-lo corretamente. Existe um mecanismo previsto no regulamento para cumprir tais penalidades. As equipes são obrigadas a 'perder' cinco segundos durante a próxima parada nos boxes. Se um piloto não fizer outra parada durante a corrida, o mesmo tempo é adicionado ao tempo final da corrida. O que deu errado para Russell foi que ele mesmo decidiu fazer uma parada nos boxes e cumprir a penalidade durante um período de safety car. Mas a Mercedes não esperava que ele fizesse isso e não seguiu o procedimento exigido. Isso rendeu a Russell uma segunda penalidade, desta vez um drive through pelos boxes, o que o tirou da zona de pontuação. Isack Hadjar, Red Bull Racing Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

De quem é a culpa? É difícil responder a essa pergunta. A FIA é responsável pela parte esportiva da F1, mas, neste caso, ela é, na prática, a cliente do provedor oficial de cronometragem, que é a Formula One Management, promotora do campeonato. O erro ocorreu antes da prova, depois que a configuração do pitlane de Mônaco foi ligeiramente alterada em relação aos anos anteriores. O sistema mede a velocidade média entre os pontos de cronometragem, em vez de usar radares de velocidade. Essa abordagem tem funcionado de maneira confiável há anos e é geralmente considerada mais robusta, pois impede que as equipes tentem enganar o sistema reduzindo brevemente a velocidade no ponto de cronometragem enquanto excedem o limite de velocidade em outros trechos. Mas em Mônaco, um dos setores de cronometragem parece ter sido configurado com a distância errada, fazendo com que os pilotos fossem penalizados por excesso de velocidade, apesar de permanecerem abaixo do limite real de 60 km/h. Há também uma opinião generalizada de que as equipes afetadas compartilham parte da responsabilidade. As equipes sabem como o sistema funciona e devem deixar margem suficiente para eventuais pequenas imperfeições. Durante os treinos e a classificação, já ocorreram várias infrações por excesso de velocidade no pitlane. Assim, as equipes poderiam, teoricamente, ter reagido ajustando seus limitadores no pitlane para valores ligeiramente mais baixos, a fim de evitar serem pegos de surpresa pelo que muitos suspeitavam ser um sistema configurado incorretamente. Pierre Gasly, Alpine Foto de: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images

Por que apenas o resultado de Gasly foi revisado? Há duas razões. Primeiro, os comissários da FIA — que são independentes e responsáveis apenas por fazer cumprir os regulamentos — não tinham um mecanismo formal para revisar automaticamente todas as penalidades. Como apenas a Alpine solicitou o Direito de Revisão, eles puderam considerar apenas o caso de Gasly. A principal razão pela qual as penalidades de Gasly foram anuladas foram as evidências fornecidas pela Alpine, incluindo uma declaração da FOM confirmando que o sistema de cronometragem do pitlane estava funcionando incorretamente. Essas evidências só ficaram disponíveis na quarta-feira após a corrida, razão pela qual as outras equipes não contestaram os resultados imediatamente. Para a Mercedes e a McLaren, reverter o resultado também teria sido muito mais complicado. Russell já havia tentado cumprir sua penalidade durante a corrida, enquanto Piastri cumpriu a sua com sucesso durante uma parada nos boxes. No caso de Gasly, os comissários simplesmente restabeleceram seu tempo original de corrida. Nos outros casos, não estava tão claro como as consequências das penalidades já cumpridas poderiam ser revertidas. Na época, muitos acreditavam que simplesmente não havia solução prática. Tanto a admissão da FOM, de que o sistema havia sido configurado incorretamente, quanto a decisão subsequente de cancelar as penalidades de Gasly foram uma surpresa para muitos. Os comissários efetivamente anularam as penalidades de um piloto, enquanto deixaram as dos outros inalteradas. Em seu veredito, eles afirmaram especificamente que não havia nenhum mecanismo no regulamento para reverter as consequências para os outros pilotos afetados, pois suas corridas já haviam se desenrolado de maneira diferente como resultado das penalidades. Embora ainda não esteja claro se há alguma maneira prática de reverter essas consequências, as equipes rivais argumentam que anular apenas as penalidades de Gasly cria um precedente perigoso. Na perspectiva deles, a Alpine se beneficiou de uma falha no sistema, enquanto outros continuam sofrendo as consequências do mesmo erro. Há também um argumento esportivo. No caso de Russell, a penalidade aplicada incorretamente pode ter lhe custado um pódio e um número significativo de pontos no campeonato. TUDO da MOTOGP no RIO! Bez e Martín DESABAFAM. Teto de gastos? FESTIVAL INTERLAGOS, Arena Cross e +

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