Sobre apoio a Lula, Geraldo Rufino seguirá Podemos em eventual segundo turno

27 de Ago de 2026 - 16:45
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Sobre apoio a Lula, Geraldo Rufino seguirá Podemos em eventual segundo turno

O Café com a Gazeta do Povo entrevistou nesta quinta-feira (27) o candidato ao Senado em São Paulo Geraldo Rufino (Podemos). Essa foi a primeira de uma rodada de entrevistas que serão realizadas pela Gazeta do Povo com candidatos ao Senado pelo estado nas eleições de 2026.

Sem nenhuma experiência política, Rufino trouxe as histórias sobre superação e otimismo diante de obstáculos — que servem de tema para suas palestras motivacionais e livros publicados. Elas são o principal capital de sua candidatura.

Nascido em Campos Altos, em Minas Gerais, Rufino se mudou para São Paulo aos quatro anos e perdeu a mãe aos sete, morando na favela do Sapé, na zona Oeste da capital paulista, até os 20 anos. Começou a trabalhar aos oito anos, como catador de latinhas, iniciando uma trajetória profissional calcada no empreendedorismo.  

“A ideia [de estar na] política é que eu consiga ser o que eu sempre fui, uma pessoa que serve, que atende, que convive, que faz pelas pessoas. Um cidadão do povo”, afirmou. 

Questionado sobre quem apoiaria em um eventual segundo turno em que candidatos da centro-direita como Romeu Zema (Novo) se reunirão para enfrentar Lula, Rufino garantiu que se posicionará conforme a escolha do Podemos. 

“Seguramente eu iria com o partido, mas provavelmente eles têm uma tendência natural a querer mudar o modelo que está aí, que no meu ponto de vista, é muito ruim. Não acho que o país vai para lugar nenhum se continuar, precisa trocar”, disse. “Mas se isso não acontecer, paciência, e nós vamos acabar ajudando o outro governo”, complementou.

Geraldo Rufino fala sobre relação com Podemos e convite para ser vice de Zema 

Sobre como votaria no Senado em relação a temas nos quais venha a discordar do partido, Rufino prometeu que manterá fidelidade aos seus valores e que um eventual gabinete não seria entregue a interesses políticos ou partidários. 

“Se estiver dentro dos meus valores, eu acompanho [a votação]. Uma das coisas que eu tenho prerrogativa dentro do Podemos é poder ter um gabinete meu. É meu, não é de cacique, de comandante, de presidente de partido. Os suplentes são meus”, afirmou.  

Sobre ter sido cotado a vice do candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, Geraldo Rufino contou que recebeu convite formal do próprio Zema em um almoço. As articulações, contudo, feitas posteriormente entre os líderes do Podemos e do Novo, não foram bem-sucedidas. 

“No Podemos tem um movimento de entendimento, é uma família. Eu faço parte dessa família e fiquei esperando qual era o melhor caminho para o bem de todos. No final, chegamos à conclusão que eu continuaria amigo do Zema, mas que eu não seria vice”, declarou Rufino. 

Segundo ele, o partido resolveu que era melhor aproveitar a oportunidade por meio de uma candidatura ao Senado, que é “uma cadeira do povo”. Rufino disse que os dirigentes entenderam que ele é a cara do povo. “Eu me sinto povo”, acrescentou.

Confira as respostas de Geraldo Rufino ao pingue-pongue do Café com a Gazeta

No fim da entrevista, Rufino foi questionado se é "a favor" ou "contra" temas políticos e sociais.

O candidato encerrou a entrevista com uma síntese do que apresentou como compromisso para um eventual mandato. "Geraldo Rufino, um senador do povo. Vai ser um prazer compartilhar e servir cada um de vocês".

Gazeta do Povo realiza série de entrevistas

A Gazeta do Povo promove, no seu canal do YouTube, uma série de entrevistas com candidatos ao Senado nos estados do Paraná e de São Paulo. São convidados todos os candidatos  cujos partidos contam com representatividade mínima no Congresso Nacional.

As entrevistas têm duração de 45 minutos e são realizadas ao vivo, no horário das 09h15 às 10h, dentro do programa Café com a Gazeta.

As entrevistas são veiculadas no canal da Gazeta do Povo no YouTube e no site.