Técnico de Fonseca elege Alcaraz como 'mais difícil de entender' do top 3
Dentre os grandes desafios que João Fonseca viveu na atual temporada, estão os confrontos com Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Alexander Zverev, os três melhores do ranking, em três torneios consecutivos. Para Guilherme Teixeira, técnico do brasileiro, o duelo com o espanhol foi o "mais difícil de entender".
O treinador foi o convidado da edição deste mês do "Tênis Paulista Conecta", encontro virtual promovido pela Federação Paulista de Tênis, e falou sobre a preparação para esses jogos.
Fonseca, que está afastado do circuito para tratar uma lesão no abdômen, , em março; , também em março; e nas quartas de Monte Carlo, no começo de abril.
Tivemos a oportunidade de enfrentar eles em sequência. Foi Sinner, Alcaraz e Zverev em torneios sequenciais. O 1, o 2 e o 3 do mundo. Confesso que, com o Alcaraz, é mais difícil de você entender uma maneira mais organizada de jogar porque ele pode jogar de muitas formas. Mas a questão dos outros, usei basicamente a minha maneira de analisar o jogo. Recebo muitas informações estatísticas, mas gosto sempre de ver os vídeos. Pego vídeos de jogo, assisto bastante e busco identificar o padrão que imagino Gui Teixeira
O confronto em Miami foi o primeiro jogo oficial entre João Fonseca e Alcaraz, que já tinham se enfrentado em um torneio de exibição em dezembro do ano passado, em Miami, também com triunfo do espanhol.
Então número 1 do mundo, Alcaraz venceu por 2 sets a 0, com um duplo 6/4. O brasileiro teve um bom desempenho e levou certa dificuldade ao adversário, tendo chance até de quebrar o saque.
"Tento assistir jogos contra adversários que são mais parecidos com o João e tento imaginar como ele jogaria. Devolvendo o primeiro saque, devolvendo o segundo saque, primeiro saque, o segundo... Marcando alguns padrões de rali para, quando entrarmos nessa situação, priorizarmos isso, jogar mais rápido, jogar com mais curva, mais pelo centro. O plano de jogo é muito uma questão pessoal", disse o treinador.
Gui Teixeira também foi questionado sobre como é o trabalho para controlar a pressão para estes duelos. O treinador, entre outros pontos, citou um quesito que facilita ao longo da partida: o saque.
É muito difícil dizer como é que a gente controla [a pressão]. Eu acho que tem outros quesitos de treino e respiração que a gente introduz dentro das sessões que podem ajudar, mas, tentando trazer para o tópico, um fator tranquilizador foi que todos esses jogos vínhamos de boas sequências de saque. É um tranquilizador quando você consegue manter os saques e o jogo vai se desenvolvendo, porque tem vários momentos de tensão. Aquele começo é muito difícil, mas, às vezes, quando você também consegue desenvolver minimamente o seu saque, essa pressão vai passando Gui Teixeira
"Mas cada jogo é um jogo. A pressão que ele sentiu contra o Sinner foi diferente da pressão que ele sentiu com o Djokovic, que foi diferente da pressão com o Ruud. Cada um tem um momento. Por exemplo, para nós, a primeira rodada já é uma pressão muito maior do que a média dos outros jogos. É a primeira vez jogando o torneio, [ver] como é que tá a quadra, como é que está a bola...", completou.
Ao longo da apresentação, Teixeira debateu tópicos como a conexão entre winner/erro dentro de um jogo, a relação entre consistência e eficiência em um planejamento de treino e estatísticas quanto à devolução de saque, indicando a leitura desse fator dentro da preparação de um atleta.