Técnico da Suíça detona regra e arbitragem após derrota para a Argentina
Murat Yakin, técnico da Suíça, disse que "não conhecia" a regra que foi colocada em prática no jogo desta noite de sábado, vencido pela Argentina nas quartas de final da Copa do Mundo. "E é uma péssima regra, é inaceitável. Não tem nada a ver com o futebol", esbravejou.
O árbitro português João Pinheiro foi chamado pelo mexicano Guillermo Pacheco, que estava no VAR, após marcar uma falta de Paredes em Embolo e mostrar amarelo para Paredes. O replay em câmera lenta mostrou que Paredes não tocou em Embolo, e Pinheiro retirou o cartão do argentino e deu amarelo para o suíço - era o segundo e ele acabou expulso. Este é um novo protocolo do VAR, que a Fifa colocou em prática na Copa, mas sem fazer publicidade dele. O uso do protocolo de "erro de identidade", que originalmente servia para corrigir algum erro do árbitro que punisse o jogador errado por uma infração, se transformou em uma ferramente para interpretar cartões amarelos mal dados.
"Depois do empate, o momento estava do nosso lado. Mas veio o cartão vermelho e fomos punidos por uma regra inaceitável. É muito doloroso, não merecemos. Um lance como aquele foi uma situação que ocorreu várias vezes antes na partida. Eu sei que vão proteger o juiz, mas ele destruiu nosso jogo. Não havia razão para dar o amarelo, era uma situação inofensiva de jogo, não entendo a decisão", falou Yakin.
O jogo estava empatado em 1 a 1 e acabou indo para a prorrogação, apesar da pressão argentina com um homem a mais. Na prorrogação, a Suíça não conseguiu resistir e gols de Julián Álvarez e Lautaro Martínez definiram o 3 a 1.
O técnico aproveitou para absolver Embolo, que já havia recebido um discutível primeiro amarelo em lance com Paredes. "Você deve imaginar como ele está. Ele foi atacado muitas vezes no campo. Teve bons momentos e aí não pôde mais nos ajudar. Eu não o culpo, seria absurdo."
Reportagem
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