Sindicato dos jogadores pede mudanças na Fifa: 'Abuso de poder não acabou'

6 de Ago de 2026 - 20:00
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Sindicato dos jogadores pede mudanças na Fifa: 'Abuso de poder não acabou'

A Federação Internacional de Associações de Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro) se manifestou nesta quinta-feira a respeito do escândalo da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa idealizada pela Fifa para vender fatias comerciais de eventos como a Copa do Mundo.

O que aconteceu

O sindicato global dos jogadores criticou a estrutura de poder da Fifa em nota oficial. De acordo com o texto, a retirada do plano de criação da FFE era inevitável, mas não apaga a gravidade do caso e expõe a necessidade de reformas de governança na entidade.

Um plano capaz de alterar permanentemente a propriedade e a governança da Copa do Mundo da Fifa, além de comercializar competições construídas ao longo de gerações de jogadores, foi concebido em segredo, negociado a portas fechadas e levado à iminência de aprovação antes que o Conselho da Fifa, as Associações-Membro, os jogadores e as partes interessadas reconhecidas do futebol sequer soubessem de sua existência. Isso não é apenas uma falha de governança. É um profundo abuso do poder presidencial. Nota da FIFPro

A FIFPro enviou uma carta à Fifa exigindo mudanças e compromissos. O principal pedido do documento é que a entidade reveja suas regras de governança para "impossibilitar que qualquer indivíduo volte a impor decisões unilaterais ao futebol".

Outras ideias listadas pregam mais transparência na tomada de decisões. Entre elas, estão a concessão de direitos de voto no Conselho da Fifa, o reconhecimento formal do papel da FIFPro como representante global dos atletas e a abertura de diálogo para medidas de grande relevância — tais como a alteração do calendário internacional e a expansão dos torneios.

Por fim, a FIFPro fez uma defesa dos atletas diante do escândalo na Fifa. "Os jogadores não criaram esta crise. Eles insistirão para que o futebol saia dela com instituições mais fortes, salvaguardas mais robustas e uma liderança digna da confiança que o esporte exige", concluiu a nota.