Quem é Léo Derik, lateral do Athletico condenado a 13 anos por estupro

14 de Ago de 2026 - 11:15
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Quem é Léo Derik, lateral do Athletico condenado a 13 anos por estupro

O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico, por dois estupros contra uma mulher.

Quem é Léo Derik

Léo Derik nasceu em São Paulo, tem 21 anos e foi revelado pelo Athletico. Após anos na base, ele fez sua estreia no time profissional do Furacão durante o ano passado.

O lateral fez 39 jogos pelo Athletico desde sua estreia. Neste período, ele marcou apenas um gol, contra a Chapecoense, em 2025, durante vitória do Furacão por 3 a 2, na Série B.

Léo Derik não é titular absoluto no Athletico. Ele concorre com o argentino Lucas Esquível na lateral esquerda quando a equipe atua com linha de quatro defensores, mas também costuma ficar na reserva quando o esquema usado inclui três zagueiros.

O defensor tem passagem pela seleção brasileira sub-20 e fez parte de um vexame na Copa do Mundo da categoria. No ano passado, ele estava no elenco que disputou o Mundial e que nem sequer passou da fase de grupos — o Brasil empatou com o México e perdeu para Espanha e Marrocos. Léo Derik atuou nos três jogos.

Condenado por estupro

Léo Derik foi condenado em primeira instância a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma mulher. O jogador poderá recorrer da decisão em liberdade temporariamente. A Justiça paranaense entendeu que não estavam presentes os requisitos legais necessários para decretar a prisão preventiva neste momento do processo.

A decisão foi proferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba na última quarta-feira (12). O lateral-esquerdo de 21 anos nega as acusações, alega que as relações foram consensuais e vai recorrer da sentença em liberdade.

O primeiro estupro aconteceu em 16 de dezembro de 2023, em Curitiba, segundo a denúncia. O réu teria segurado os braços da vítima e tapado sua boca para impedir resistência durante a relação.

O segundo crime foi relatado em 4 de fevereiro de 2024, também na capital paranaense. O jogador teria dado tapas e um soco nas costelas da vítima para forçar o ato sexual.

A vítima afirmou, em juízo, que pediu repetidamente para o ato parar e disse ter sofrido agressões. "Pedi repetidamente para o réu parar, mas ele permaneceu sobre meu corpo, fazendo força", declarou, ao relatar o episódio de dezembro de 2023.

Em outro trecho do depoimento, ela descreveu efeitos emocionais e mudanças na rotina após o que relatou ter vivido. "Passei a apresentar crises de ansiedade e pânico" e "precisei trancar a faculdade", disse a ofendida em audiência.

O réu negou as acusações durante o interrogatório judicial. "As acusações de violência e conjunção carnal forçada lidas na denúncia são falsas", afirmou Léo Derik.

Posicionamento de defesa e clube

A defesa de Léo Derik declarou surpresa com a condenação em primeira instância. Em nota oficial, os advogados afirmaram que vão recorrer ao TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) e que a decisão não é definitiva.

Os defensores criticaram o julgamento público antecipado do jogador. "Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência", disse a defesa.

O Athletico Paranaense informou que não fará mais comentários sobre o caso. O clube ressaltou em nota oficial que o processo corre em segredo de Justiça, é de primeira instância e que respeitará o andamento da ação.

O Athletico Paranaense tomou conhecimento da decisão judicial envolvendo o atleta Léo Derik. Por se tratar de processo que tramita em segredo de Justiça, o clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado. Athletico, em nota