O que Memphis leva na bagagem após sua aventura no Corinthians?
O assunto da semana no noticiário esportivo, sem dúvida alguma, foi a decisão do Corinthians de não renovar o contrato de Memphis Depay.
Afinal, estava todo mundo apenas esperando o momento em que o holandês pudesse voltar a campo.
Depois de semanas de negociações, a informação era de que o novo contrato estava acertado entre as partes e faltava "apenas" assinar.
Até que, de uma hora para outra, o Corinthians divulgou uma nota oficial encerrando as negociações.
Surpreendeu a imprensa, surpreendeu o próprio jogador e, sobretudo, surpreendeu negativamente sua torcida.
Porque o corintiano, por mais que já tenha cometido injustiças com alguns ídolos no passado, costuma ter profunda gratidão por quem entrega dentro de campo.
E a Fiel sabe muito bem o que Memphis representou para o clube.
Em pouco tempo, construiu uma história importante com a camisa alvinegra.
E talvez por isso tenha doído tanto na Fiel ver o clube tratar dessa maneira um jogador tão importante para sua história recente.
Porque não há dúvidas de que o que os mandatários alvinegros fizeram foi, sim, uma enorme sacanagem.
"Ah, mas ele é rico, esse dinheiro não vai fazer falta..."
Esse argumento não cola, meus amigos.
Memphis é rico e tem um padrão de vida elevado justamente por tudo aquilo que construiu e entregou durante a carreira.
Isso vale para quem ganha dois salários mínimos ou dois milhões por mês.
O pior, porém, talvez nem seja o dinheiro.
Foi ter mantido o jogador preso a uma promessa de renovação até a segunda semana de agosto, quando poderia estar negociando seu futuro com outros clubes, para depois simplesmente mudar de ideia.
É isso que explica boa parte da revolta da Fiel.
O torcedor pode até entender que o Corinthians esteja quebrado e precise reduzir gastos.
Mas existe uma enorme diferença entre decidir não renovar um contrato e conduzir uma negociação dessa maneira.
Memphis deixa o Brasil carregando uma péssima impressão da atual diretoria corintiana.
Do Corinthians e, principalmente, da Fiel, porém, certamente levará outra coisa na bagagem: as grandes lembranças dos momentos épicos que viveu de preto e branco e do carinho de uma torcida que, mesmo diante de uma despedida tão melancólica, fez questão de não esquecer tudo aquilo que ele entregou ao clube.
Opinião
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