GP do Bahrein na Malásia? Relembre provas da F1 que usaram o nome de outro país

3 de Ago de 2026 - 16:15
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GP do Bahrein na Malásia? Relembre provas da F1 que usaram o nome de outro país

Sepang está de volta à Fórmula 1 após quase dez anos fora. Mas o anúncio de que esse retorno se daria na forma de "GP do Bahrein na Malásia" gerou tanto diversão quanto confusão entre os fãs. Leia também:

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Sepang foi o primeiro da geração de circuitos modernos de F1 projetados por Hermann Tilke na Ásia, tornando a Malásia uma parada importante no calendário por muitos anos. Mesmo depois que o país rescindiu seu contrato com a FOM em 2017, o circuito continuou popular entre os fãs, com muitos pedindo seu retorno em meio a um debate mais amplo sobre o número crescente de circuitos de rua no calendário. Dois motivos levaram à escolha de Sepang para "engrossar" o calendário: sua proximidade com Singapura, que será a etapa seguinte, e a proximidade do circuito com o Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, o que acelera o processo de entrada e saída do país em meio a uma intensa rodada tripla. Porém, o nome foi o que causou maior confusão. A Malásia saiu do calendário em 2017 devido ao alto valor cobrado pela F1 pela realização do evento, e a prova deste ano só sairá do papel porque o governo do Bahrein bancará a maior parte das despesas, o que levou a essa denominação de "GP do Bahrein na Malásia". Embora o acordo entre a Malásia e o Bahrein seja inédito em alguns aspectos, não é a primeira vez que a F1 realiza uma corrida sob o nome de um país diferente. GP de San Marino Lado direito do grid se preparando para a volta de formação Foto: Rainer W. Schlegelmilch / Motorsport Images

O exemplo mais conhecido é o GP de San Marino. Realizada pela primeira vez em 1981, a corrida recebeu o nome da minúscula nação sem litoral de San Marino, apesar de, na verdade, ser realizada na Itália. Ímola chegou a sediar o GP da Itália em 1980, enquanto Monza passava por reformas e, portanto, não estava disponível. Mas quando o circuito de Monza estava pronto para receber corridas novamente no ano seguinte após a modernização, a F1 teve que dar ao evento de Ímola outro nome para diferenciar as duas corridas na Itália. Curiosamente, quando o Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari voltou ao calendário da F1 em 2020, durante a pandemia, a corrida recebeu mais uma vez uma identidade diferente, em referência à região da Itália em que está localizada. Assim, Ímola já sediou corridas de F1 sob três nomes diferentes: GP da Itália, GP de San Marino e GP da Emilia-Romagna. GP de Luxemburgo David Coulthard, McLaren Mercedes Foto: Motorsport Images

Luxemburgo possui apenas um autódromo permanente, que não foi construído de acordo com os padrões da F1. Ele é utilizado pela proprietária Goodyear principalmente para treinamento de pilotos, tendo recebido uma corrida da TCR em 2016 marcado como seu evento de automobilismo de maior destaque. No entanto, houve duas ocasiões na década de 1990 em que o nome “GP de Luxemburgo” apareceu no calendário. Ambas as corridas foram, na verdade, realizadas em Nürburgring, na Alemanha, a cerca de 80 km da fronteira entre os dois países. Essa foi uma época em que a F1 estava em franca ascensão na Alemanha, com o sucesso de Michael Schumacher levando a série a novos patamares no país. A partir de 1995, a Alemanha passou a sediar duas etapas do mundial. A prova de Hockenheim manteve o nome de GP da Alemanha, enquanto Nürburgring passou a sediar o que era chamado de GP da Europa. Mas os direitos de nomeação do GP da Europa foram para Jerez em 1997, e a corrida de Nürburgring acabou sendo batizada de GP de Luxemburgo por dois anos. A partir de 1999, no entanto, os organizadores de Nürburgring conseguiram voltar a batizar sua corrida como GP da Europa, e o nome “Luxemburgo” desapareceu do calendário da F1. GP da Suíça Keke Rosberg, Williams Foto: Williams F1

A Suíça foi um dos locais originais da F1, sediando corridas no circuito de Bremgarten entre 1950 e 1954. Na verdade, a Suíça já sediava grandes eventos do automobilismo na era pré-F1, com a Auto Union (hoje Audi) e a Mercedes-Benz dominando as primeiras edições do GP da Suíça na década de 1940. Mas tudo isso mudou após o infame desastre de Le Mans em 1955, na França, quando a Suíça proibiu as corridas em circuitos por motivos de segurança. Com o tempo, a pista de Bremgarten, em Berna, foi tomada pela natureza, e o automobilismo não voltou a ser realizado em solo suíço até que a Fórmula E visitou Zurique em 2018. No entanto, entre 1955 e 2018, duas corridas foram disputadas sob o nome de GP da Suíça, embora não tenham ocorrido no país. Uma corrida extracampeonato foi realizada em Dijon, na França, sob o título de GP da Suíça em 1975, e o evento passou a valer pontos completos quando retornou em 1982. Foi em Dijon que Keke Rosberg conquistou a única vitória de sua campanha vencedora do título com a Williams. No início deste ano, a Suíça suspendeu totalmente a proibição do automobilismo, tendo já concedido uma isenção para corridas elétricas a fim de permitir que a Fórmula E realizasse eventos em Zurique e Berna. GP da Europa de 2016 Nico Rosberg, Mercedes-Benz F1 W07 Hybrid Foto: Sutton Images

O GP da Europa de 2016 foi outra anomalia, mesmo que a corrida, tecnicamente, não tenha sido disputada sob a bandeira de um país diferente. Quando a F1 estreou nas ruas de Baku em 2016, o evento foi denominado GP da Europa, em vez de GP do Azerbaijão. Embora o Azerbaijão seja comumente descrito como um país transcontinental que se estende pela Europa e pela Ásia, sua capital, Baku, fica a leste do Grande Cáucaso e é geralmente considerada como parte da Ásia. A decisão, portanto, pareceu incomum, especialmente porque as edições anteriores do Grande Prêmio da Europa haviam sido disputadas em circuitos como Donington Park, Jerez, Nürburgring e Valência. A partir de 2017, a corrida de Baku adotou o nome de GP do Azerbaijão, que continua a ser usado até hoje. RBR faz OFERTA para MANTER MAX, Câmara TESTA FERRARI, Lewis x Leclerc | Russell PREJUDICADO vs Kimi?

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