Árbitro explica amarelo a Maurício após cotovelada; veja detalhes da súmula
O árbitro Alex Gomes Stéfano (RJ) explicou na súmula de o motivo de ter dado apenas o cartão amarelo para o palmeirense Maurício após o cotovelo dele atingir o queixo do zagueiro Cacá.
O que aconteceu
O árbitro deu o amarelo por "uso indevido dos braços de maneira temerária na disputa de bola". O Vitória ficou na bronca e pediu a expulsão do palmeirense. O VAR, Marco Aurélio Fazekas, não recomendou revisão.
Golpear um adversário de maneira temerária na disputa da bola - Por uso indevido dos braços de maneira temerária na disputa de bola. Alex Gomes Stéfano, na súmula
O carioca também justificou as expulsões de Cacá e Luan Cândido, do Vitória, praticamente ao mesmo tempo. O primeiro recebeu o vermelho por acertar a perna de Arias ao tentar um carrinho. O segundo levou o cartão por fazer gesto de "roubo" depois de o companheiro ser punido.
Expulsei com cartão vermelho direto, o atleta n° 25, sr. Carlos de Menezes Júnior [Cacá], por atingir a canela de seu adversário, atleta n° 11, com um carrinho, utilizando a sola de sua chuteira empregando força excessiva, caracterizando jogo brusco grave. Após a exibição do cartão vermelho, o atleta expulso retardou sua saída do campo de jogo, permanecendo por alguns instantes em seu interior e realizando diversos questionamento a decisão da equipe de arbitragem.
Expulsei com cartão vermelho direto o atleta n° 36, sr. Luan Cândido de Almeida, por fazer gesto de roubo com ambas as mãos, insinuando roubo por parte da equipe de arbitragem, em protesto a expulsão do atleta n° 25. Após a exibição do cartão vermelho, o atleta n° 36, deixou o campo de jogo aplaudindo de forma irônica em direção a equipe de arbitragem. Alex Gomes Stéfano, na súmula
Partida polêmica
Todos os lances em questão aconteceram no primeiro tempo. Primeiro, Maurício atingiu Cacá. Minutos depois, o zagueiro do Vitória deu entrada dura em Arias e foi expulso após o VAR recomendar revisão do lance ao árbitro. O árbitro de vídeo também avisou Alex Stéfano sobre o gesto de Luan Cândido.
Fabio Mota, presidente do Vitória, protestou após o fim da partida. Em um breve pronunciamento, ele afirmou que Cacá levou cinco pontos no queixo por causa da cotovelada de Maurício — a região sangrou e ele foi atendido em campo.
Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo, não foi por acaso, não foi por ser intencional, que foi o que os jogadores relataram sobre o que o árbitro disse. Isso desequilibrou a partida, o Vitória era melhor. Houve um desequilíbrio após a não expulsão pela agressão.
Passamos isso pelo ano passado contra Flamengo, estamos acostumados. Não quero vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você tem investimento menor, viaja mais e tem de passar por isso. É lamentável. Nós, em protesto, não vamos fazer coletiva com o treinador e nem zona mista. Vamos fazer a representação. Fabio Mota, presidente do Vitória