Amantes querem amar, criminosos miram o bolso: como evitar 'golpe do amor'
(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semaha:; ; ; )
Estamos no auge da temporada do golpe do falso namorado. Nos dias anteriores e posteriores ao Dia dos Namorados é quando criminosos aproveitam para atacar quem só quer um relacionamento.
No novo episódio de , o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, e explicam como a fraude funciona, quais sinais aparecem no começo e como se proteger.
Os golpistas começam a se mexer meses antes e agem como uma empresa organizada: cada tarefa é conduzida por uma área, desde criar identidades falsas a pedir dinheiro.
Todo ano acontece. Não tem aviso dizendo que começou a temporada de golpes, mas ela está no auge. O nosso Dia dos Namorados é em junho e eles estão se preparando desde abril. A NordVPN notou que, a partir de abril, a galera do crime começa a falar de várias plataformas de paquera com vistas ao Dia dos Namorados. E essa preparação não chega do nada: eles têm que construir confiança, se aproximar da vítima e, em algum momento, dar uma desculpa para tirar dinheiro. E não é um lobo solitário: a gente está falando de verdadeiras empresas de golpistas do amor, com gente para encontrar vítimas, criar identidade falsa, construir confiança e, lá na frente, contar histórias mirabolantes para arrancar dinheiro.
Helton Simões Gomes
O Brasil não possui estimativa oficial de vítimas desse golpe. Mas ele gera prejuízos significativos. Nos Estados Unidos, o golpe de romance liderou as perdas em 2025, com US$ 1,4 bilhão em perdas. As 70 mil reclamações geraram, em média, US$ 2 mil por vítima, superando outros golpes comuns.
Segundo a NordVPN, que monitorou fóruns e aplicativos de mensagem frequentados por criminosos, o Tinder é a rede social mais mencionada para aplicar golpes, com 37%, seguido por Match (22%). Na sequência, aparecem Plenty of Fish, Bumble, OkCupid, Badoo e Hinge.
Helton lista sinais recorrentes de que não era amor, pode ser cilada:
- insistência para levar a conversa rapidamente para WhatsApp ou Telegram;
- mensagens que começam com a desculpa de ter sido enviada a um "número errado";
- pedidos de dinheiro para "emergências";
- e envio de links que parecem convite inocente, mas servem para roubar dinheiro.
Alguns sinais: a pessoa pede rapidamente para você ir para o WhatsApp, para o Telegram, porque quer fugir dos mecanismos de segurança da plataforma. Tem aquela mensagem de "número errado" - não tem a menor possibilidade disso não ser um golpe. Depois vem pedido de dinheiro para resolver assunto emergencial, histórias mirabolantes, e até manipulação técnica: eles conseguem manipular a geolocalização para parecer que estão próximos. E tem pedidos inocentes, tipo "compra aqui os tickets", e manda um link fraudulento para te roubar uma grana.
Helton Simões Gomes
Aqueles que, mesmo diante do risco, ainda querem se arriscar no jogo do amor podem recorrer a três cuidados:
- fazer busca reversa de imagens (no Google Imagens ou no Google Lens),
- desconfiar de conversas genéricas que podem indicar bot e, sobretudo,
- não enviar dinheiro para alguém que você acabou de conhecer online.
Segundo Diogo, o golpe funciona melhor quando a pessoa está vulnerável -por solidão ou por busca intensa de relacionamento— e quando tem pouco letramento digital, o que facilita a manipulação por narrativas detalhadas.
Algumas pesquisas mostram que tem pessoas mais predispostas a criar essa relação íntima e, muitas vezes, elas estão num estado mais vulnerável: ou se sentindo muito solitárias ou buscando um relacionamento. Muitas vezes também são pessoas que não são tão letradas no uso da tecnologia e acabam sendo manipuladas. Ao ponto de casos de pessoas "namorando com famosos", tipo o Elon Musk pedindo dinheiro. E aí entram promessas muito bem detalhadas: "eu preciso desse dinheiro para tal coisa" e isso vai ter um efeito que vai ser bom para você, como um divórcio ou histórias de militares que precisam de dinheiro para voltar e viver o grande amor.
Diogo Cortiz
Para mostrar como a promessa de romance vira prejuízo, Helton cita casos relatados de vítimas do falso namorado: uma diarista enviou R$ 2.500 a alguém que dizia ser o cantor Fábio Jr; uma aposentada mandou R$ 208 mil a um falso Johnny Depp e chegou a vender casa e carro; e outra aposentada perdeu dinheiro ao acreditar na história envolvendo um suposto Arnold Schwarzenegger.
Ele também menciona o caso de um jogador de vôlei italiano, Roberto Cazzaniga, que, por 15 anos, acreditou namorar a modelo Alessandra Ambrosio e só parou após a família perceber a fraude. Segundo Helton, o golpista alegava problemas cardíacos para justificar pedidos de dinheiro e evitar encontros.
No alvo dos EUA, Pix joga no colo das big techs mais 60 mi de brasileiros
O Pix entrou no radar do governo dos Estados Unidos como argumento para impor tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil. Enquanto isso, empresas norte-americanas encontram no meio de pagamento mais amado pelo brasileiro um motivo para sorrir. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como o Pix abre as portas das big techs a pessoas que não podiam contratar seus serviços.
A discussão passa pela mais nova modalidade, o Pix Automático, que completa um ano em 16 de junho. Para Helton, a modalidade pode destravar
Criado para realizar pagamentos periódicos a empresas prestadoras de serviço, a modalidade cai como uma luva para assinaturas digitais. Essas opções estavam abertas, até pouco tempo atrás, apenas a quem tinha cartão de crédito ou conta corrente. Isso inclui streaming de vídeo e música, software, chatbots de IA. Todos serviços dominados por empresas americanas.
A Meta quer transformar o WhatsApp em um balcão de atendimento com robôs que conversam como gente. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam como os agentes de IA estão prestes a invadir o aplicativo mais usado pelo brasileiro para mudar de vez as conversas por lá.
A novidade mira qualquer tipo de empresa, mas cai como uma luva para as de pequeno porte -de lojas e consultórios a escritórios. Elas contarão com automação de respostas, recomendações e até vendas dentro do app. A promessa é reduzir a dependência de humanos e fazer atendimentos 24 horas por dia.
A Meta anunciou recentemente um novo serviço, que é o Meta Business Agent. Basicamente, é um novo agente de inteligência artificial focado no meio comercial. A ideia é que você consiga automatizar melhor as suas interações nesses serviços de mensagem. O foco é o WhatsApp, mas ele vai estar disponível também para o Messenger e no Instagram. Esse agente vai permitir que você atenda o seu cliente, dê uma resposta melhor, recomende produtos, qualifique um lead e depois passe, por exemplo, para um vendedor humano. Ele pode, inclusive, fechar vendas dentro do próprio WhatsApp.
Diogo Cortiz
Apple turbina Siri com Google para provar que IA vale pouco sem um iPhone
A Apple recorreu ao Gemini, do Google, para deixar a Siri "mais esperta" e transformar o assistente em um mordomo para os mistérios do iPhone. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam o que muda na Siri AI e no Apple Intelligence.
A Apple aposta em fazer de sua IA uma camada de interação entre seu ecossistema de serviços, arquivos do usuário e a internet. A tentativa é reverter a má impressão das promessas não cumpridas desde o lançamento do Apple Intelligence, em 2024.
A Siri é a grande proposta da Apple para ser esse agente há mais de uma década. Agora, ganha um corpo novo, porque assume novas funcionalidades e uma inteligência maior, que é do Gemini. É bem interessante porque a Apple fala do Gemini, mas citou a palavra Google uma vez durante a apresentação inteira de mais de uma hora. E ainda coloca como "co-criamos com o Google".
Diogo Cortiz
DEU TILT
Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.