Temer lança plano para presidenciáveis e cobra campanha sem agressões

19 de Jun de 2026 - 08:45
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Temer lança plano para presidenciáveis e cobra campanha sem agressões

O ex-presidente Michel Temer(MDB) lançou uma espécie de programa de governo para os pré-candidatos à presidência da República nas eleições de outubro que, na visão dele, pode ajudar a ter uma campanha eleitoral mais propositiva e menos polarizada. Intitulado de “Estrada para o Futuro”, o documento reúne sugestões para segurança pública, economia, educação, energia, agronegócio, mercado de trabalho e políticas sociais.

Embora não seja pré-candidato a nenhum cargo eletivo, Temer defendeu que a disputa eleitoral deve ser marcada pela apresentação de ideias e não por ataques entre adversários.

“Não é possível levar a campanha eleitoral à base de agressões verbais e até físicas”, afirmou.

O programa foi elaborado com a colaboração de aliados e especialistas, como os ex-ministros Blairo Maggi e Nelson Jobim, a professora e doutora Flávia Piovesan, o sociólogo José Pastore e o ex-secretário de educação de São Paulo, Gabriel Chalita. O objetivo, segundo Temer, é estimular uma disputa “de projeto contra projeto” e oferecer mais clareza aos eleitores.

“Tudo está a significar a indispensabilidade de um programa para o país”, escreveu Temer defendendo que o eleitor vote a favor de propostas e não apenas contra adversários.

Entre as propostas está a convocação de um “Pacto Republicano” nos primeiros dias do próximo governo, reunindo os Três Poderes, a sociedade civil e a oposição. A medida, de acordo com o texto, ajudaria a reduzir conflitos políticos e aumentar a confiança dos investidores.

Na segurança pública, o plano defende a recriação do Ministério da Segurança Pública, a criação de uma Agência Nacional de Combate ao Crime Organizado e a integração dos sistemas de inteligência. Também prevê uma Guarda Nacional permanente, reforço das fronteiras, ampliação dos presídios federais e maior uso de inteligência artificial no combate ao crime.

Na economia, Temer propõe responsabilidade fiscal, redução da dívida pública e manutenção do controle dos gastos governamentais. A intenção é garantir estabilidade econômica e previsibilidade para investimentos locais e estrangeiros.

Na área de energia, o documento sugere reduzir gradualmente os encargos da conta de luz, ampliar a infraestrutura de gás natural, fortalecer a governança da Petrobras e aumentar a segurança regulatória do setor. O texto também propõe avaliar uma fusão entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Na educação, a principal aposta é a ampliação do ensino em tempo integral, acompanhada da valorização dos professores e de uma maior participação das famílias.

“Essa fórmula tem duas vertentes: uma, educacional: o aluno fica mais tempo na escola aprendendo mais; outra, social: o aluno se alimenta na escola”, destaca o documento.

Na área social, o texto afirma que programas de transferência de renda devem servir como instrumentos de transição e não como solução permanente. A proposta é incentivar a qualificação profissional, o empreendedorismo e a autonomia financeira dos beneficiários.