WSL: Livro de regras prevê punição por abuso mesmo sem condenação criminal

13 de Out de 2026 - 07:45
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WSL: Livro de regras prevê punição por abuso mesmo sem condenação criminal

A após alegações graves relacionadas a um encontro privado no Taiti com uma adolescente australiana, em agosto, encontra respaldo em regras da entidade que permitem punir atletas por condutas ocorridas fora das competições e mesmo sem condenação criminal.

O regulamento também prevê suspensão e expulsão do Circuito Mundial em casos de abuso e assédio sexual.

O caso ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira, quando

A entidade não identificou oficialmente Cleland em seu comunicado, mas A WSL afirmou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento de alegações de natureza grave e que ofereceu assistência às autoridades competentes.

Livro de regras

O capítulo 14 do livro de regras da WSL trata da conduta dos atletas e estabelece que a atuação disciplinar da entidade não está restrita ao ambiente das competições.

A regra 14.03 prevê punições para comportamentos que prejudiquem a integridade da liga ou afetem negativamente a imagem do surfe, mesmo quando não há condenação criminal.

Mesmo que a conduta não resulte em uma condenação criminal, os indivíduos sujeitos a esta política que forem considerados envolvidos em qualquer comportamento prejudicial à integridade e à confiança pública na WSL ou que reflita negativamente sobre o surfe […] estarão sujeitos a medidas disciplinares diz o regulamento, em tradução livre

A regra 14.04 amplia esse alcance ao estabelecer que a conduta capaz de prejudicar a imagem do esporte pode ser considerada infração "independentemente do momento ou do local" em que ocorreu. Assim, o fato do episódio no Taiti ter acontecido em uma reunião privada, sem vínculo com a WSL, não impede por si só que a entidade avalie o caso.

O regulamento também aborda especificamente situações de abuso e assédio sexual. A regra 14.10 estabelece que a WSL tem 'tolerância zero para qualquer forma de discriminação, assédio sexual ou abuso no surfe profissional.' As punições previstas incluem multas de US$ 1.000 a US$ 50 mil por infração, além de suspensão ou expulsão do circuito já na primeira ocorrência.

Isso não significa, no entanto, que uma acusação resulte automaticamente em punição definitiva. Cabe à estrutura disciplinar da liga analisar as informações e decidir quais medidas são aplicáveis em cada caso.

O que foi divulgado

Segundo a Surfing World, o episódio que levou à suspensão teria ocorrido após o último dia da etapa de Teahupo'o do Circuito Mundial, em agosto, e - sendo um deles Cleland.

A publicação informou que a polícia australiana foi comunicada sobre as alegações e entrou em contato com autoridades do surfe. Não há confirmação pública de que a polícia da Polinésia Francesa tenha iniciado um procedimento para formalizar acusações criminais.

A WSL afirmou que o encontro era privado e não tinha vínculo com a entidade, mas ressaltou que todos os competidores estão sujeitos às regras de conduta da liga a qualquer momento. A suspensão provisória de Cleland vale para todos os eventos da organização e não tem prazo definido.

Além do caso no Taiti, a ex-namorada

Cleland ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações - ele foi retirado da seção de atletas do site da Quiksilver, seu principal patrocinador. A WSL informou que continua seguindo seus procedimentos e que não pode fornecer mais detalhes neste momento.

Reportagem

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