Sistema da Ancine é invadido e exibe apoio a Flávio Bolsonaro

13 de Out de 2026 - 08:30
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Sistema da Ancine é invadido e exibe apoio a Flávio Bolsonaro

Um sistema da Agência Nacional do Cinema (Ancine) sofreu um ataque hacker e passou a exibir, nesta segunda-feira (12), uma página intitulada "Lula Ladrão", com ataques aos nordestinos e às universidades públicas e mensagens de apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O alvo não foi a página inicial, mas o painel de acesso ao Sistema Ancine Digital (SAD). O responsável inseriu, no endereço de controle de acesso, uma página nomeada como "22.html", referência ao número de urna de Flávio. A captura recuperada por meio do site mostra uma página que começa com "you've been hacked" (você foi hackeado). Em seguida, há o título em destaque "Nordestinos Burros" e a exibição de mensagens diversas intercaladas:

  • "Deus, Pátria e Família";
  • "Abra os olhos, direita! apoio a flavio bolsonaro";
  • "Glória ao sul, aos EUA e a Israel";
  • "help, EUA!";

Mais abaixo, há uma lista fixa de mensagens que vão no mesmo sentido:

  • "Vocês viram, o patricínio [sic] do filme do Bolsonaro estava certo e do Lula Ladrão foi por fora";
  • "As universidades publicas irao queimar, seus comunistas do caralho";
  • "Todo o nosso apoio à direita conservadora. Deus, pátria e família!";
  • "Glória ao sul, aos EUA e a Israel";
  • "Abra os olhos, direita!!! Se o Flavio não ganhar, eles manipularam as eleições com a China";
  • "Help me EUA".

Ao fundo, há uma imagem de Flávio Bolsonaro fazendo o tradicional sinal de "arminha" com as mãos. Ao lado dele, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) segura um chicote, em uma referência à forma como optou por comemorar os resultados do primeiro turno. Sua imagem se sobrepõe a um mapa da região Nordeste em vermelho.

Ataque anterior

A Ancine havia sofrido outro ataque em junho de 2026. De acordo com a agência, a invasão expôs uma base de dados de pessoas e empresas até 2019, com nome, CPF ou CNPJ e informações de contatos.

A Ancine classificou o incidente como de baixo risco, uma vez que essa base estaria "estática e desatualizada". Afirmou ainda que nenhum dado protegido por sigilo fiscal foi exposto. Mesmo assim, comunicou ao Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR.Gov), à Receita Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A Gazeta do Povo entrou em contato com os gabinetes de Flávio Bolsonaro e de Júlia Zanatta e com a Presidência. O espaço segue aberto para manifestação.