Character.AI define prazo até dezembro para fechar venda ou fechar app

13 de Out de 2026 - 09:15
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Character.AI define prazo até dezembro para fechar venda ou fechar app

A Character.AI, plataforma popular de IA (Inteligência Artificial) generativa voltada a conversas com personagens, entrou com pedido voluntário de recuperação judicial nos EUA, segundo comunicado publicado no blog da empresa.

Entenda o caso

A empresa diz que abriu um processo de Chapter 11 para viabilizar a venda do negócio sob supervisão da Justiça. A companhia afirma que tomou a decisão após avaliar alternativas em meio a pressões legais, regulatórias e operacionais.

O processo de venda tem prazo estimado até o fim de novembro ou início de dezembro de 2026. A Character.AI diz que pretende manter a plataforma no ar durante esse período e que, se não aparecer um comprador disposto a seguir operando o serviço, o produto será encerrado.

Os usuários seguem com acesso normal e assinaturas pagas continuam ativas, segundo a empresa. A Character.AI afirma que a cobrança não muda "por enquanto" e que pretende avisar com antecedência caso haja mudanças que afetem recursos pagos.

A empresa diz que as regras de privacidade e segurança não mudam durante o processo. A Character.AI afirma que os dados seguem protegidos pela política de privacidade e lembra que é possível apagar a conta ou exportar informações pelo app ou pelo site.

O CEO afirma que a venda supervisionada é a melhor opção para maximizar valor. "Depois de uma revisão abrangente das alternativas disponíveis, o conselho concluiu que esse processo de venda supervisionado pelo tribunal oferece à empresa a melhor oportunidade de maximizar valor para todos os nossos stakeholders", disse Colin Adams, CEO da Character.AI.

O que é a Character.AI e por que ela ficou conhecida

A Character.AI é um serviço que permite criar e conversar com chatbots que simulam personagens. A plataforma se popularizou ao oferecer experiências de conversa mais longas e personalizáveis, com bots baseados em figuras fictícias, celebridades ou criações dos próprios usuários.

A ferramenta virou referência no uso de IA generativa para entretenimento e interação social. O serviço ganhou tração por combinar criação de personagens, memória de conversa e comunidades que compartilham bots, o que ajudou a ampliar o interesse por chatbots além do uso profissional.

A Disney aparece como candidata a compradora, segundo documentos

Os documentos do processo citam a Disney como "stalking horse", ou ofertante inicial, em um leilão supervisionado. Nesse modelo, a proposta inicial serve como piso para que outros interessados apresentem lances maiores, se quiserem.

A empresa também busca vender ativos e licenciar parte de sua propriedade intelectual, segundo os autos. A dona da plataforma, Character Technologies, estimou ativos e passivos entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões em um documento judicial.