Lucro do Goldman Sachs salta 29% e alcança US$ 5,29 bilhões no 3º trimestre
O Goldman Sachs registrou um lucro líquido de US$ 5,29 bilhões no terceiro trimestre de 2026. A alta de 29% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado (US$ 4,098 bilhões) foi impulsionada pelo crescimento das receitas na divisão de mercados e banco de investimento.
O que aconteceu
O lucro líquido do Goldman Sachs teve alta expressiva na comparação anual. O resultado de US$ 5,29 bilhões no terceiro trimestre supera os ganhos do mesmo período de 2025, acumulando US$ 17,55 bilhões nos primeiros nove meses de 2026.
As receitas líquidas totais somaram US$ 18,68 bilhões no trimestre. O valor representa crescimento de 23% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior, embora tenha recuado 8% na comparação com o segundo trimestre.
O lucro por ação diluído alcançou US$ 17,01 entre julho e setembro. O indicador subiu frente aos US$ 12,25 do mesmo trimestre de 2025, somando US$ 55,56 no acumulado de nove meses.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio atingiu 18,7% no trimestre. No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, a taxa anualizada ficou em 20,7%.
O valor patrimonial por ação ordinária fechou em US$ 372,64. O valor representa uma elevação de 1,4% no terceiro trimestre e de 4,2% nos primeiros nove meses do ano.
Desempenho por divisão e despesas
A área de Global Banking & Markets liderou o faturamento da instituição. A divisão obteve receita de US$ 13,46 bilhões, avanço de 32% na comparação anual, impulsionada por tarifas de banco de investimento e forte alta em ações.
As receitas no segmento de ações dispararam 72% no período. A área alcançou US$ 6,44 bilhões, motivada pelo aumento do volume em derivativos e operações de financiamento.
A divisão de Gestão de Ativos e Patrimônio faturou US$ 5,05 bilhões. O resultado representa alta de 14% ante o terceiro trimestre de 2025, refletindo maior volume médio de ativos sob supervisão.
As despesas operacionais da instituição somaram US$ 11,31 bilhões. O aumento de 20% em relação ao ano anterior ocorreu por custos com transações e compensações trabalhistas alinhadas ao desempenho.
As provisões para perdas de crédito totalizaram US$ 368 milhões. O número ficou acima dos US$ 339 milhões anotados no terceiro trimestre de 2025, decorrente de baixas registradas em empréstimos no atacado.