Petróleo abre a semana em queda com expectativa de acordo EUA e Irã
O petróleo iniciou os negócios nesta semana com preços em queda e negócios influenciados pela expectativa de acordo entre Estados Unidos e Irã, que inclui trégua de 60 dias e reabertura do .
O que aconteceu
Petróleo é negociado em queda. Nos primeiros negócios após abertura das transações nesta semana, o contrato futuro para o barril do tipo Brent, com vencimento em julho, era cotado na Bolsa ICE Intercontinental Exchange às 20h (horário de Brasília) a US$ 98,14, variação de 2,07% ante o fechamento na sexta-feira.
Cotação do barril recuou 9% semana passada. O contrato caiu de US$ 109 para US$ 100. A variação desde que começou o conflito, entretanto, ainda é positiva em cerca de 40%, ante o patamar de US$ 72 que o barril valia antes de 28 de fevereiro.
Mercado reage à expectativa de fim do conflito. Estados Unidos e Irã estão perto de assinar um acordo de cessar-fogo de 60 dias que prevê a reabertura do Estreito de Hormuz e a venda livre de petróleo iraniano. Durante a trégua de 60 dias, o Irã também retiraria as minas colocadas no local para liberar a passagem de navios.
Americanos suspenderiam bloqueio aos portos iranianos. Como parte da troca, os Estados Unidos também iriam conceder isenções de sanções para permitir que o Irã venda petróleo sem restrições.
Reabertura do Estreito de Hormuz é condição para regularização do oferta de petróleo no mundo. A rota marítima que passa pela costa iraniana respondia, antes da guerra, por cerca de 20% do fornecimento global dessa que é a principal fonte de energia na matriz da economia mundial. Com início da conflito, trânsito de petroleiros pela região caiu de 150, em média, para menos de 20 passagens.
Reservas de petróleo foram liberadas para suprir queda do fornecimento. Os 32 países-membros da AIE (Agência Internacional de Energia) decidiram, de forma unânime, para o mercado para enfrentar a redução do fornecimento da principal fonte da matriz energética da economia global.
Mesmo assim, projeções apontam queda de oferta e demanda de petróleo neste ano. Em mensal divulgado em maio, AIE diz que o fornecimento diário mundial de petróleo neste ano vai diminuir em 3,9 milhões de barris por dia, para 102,2 milhões. Já o consumo, vai sofrer retração de 420 mil barris diários, para 104 milhões.