Papagaios falam. No futebol, Boto também

4 de Ago de 2026 - 13:45
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Papagaios falam. No futebol, Boto também

Papagaios não "falam" no sentido de entenderem a linguagem como nós, humanos. Tais aves imitam sons com grande precisão. Motivos: têm anatomia especial, um órgão vocal denominado siringe, na bifurcação da traqueia, muito mais flexível e complexo que a nossa laringe, o que permite a produção de enorme variedade de sons, incluindo frequências e timbres parecidos com a voz.

Além disso, papagaios têm cérebro adaptado para aprendizagem vocal, ou seja, áreas cerebrais especializadas em captar e reproduzir sons que ouvem. Na natureza, vivem em bandos e usam vocalizações complexas para se comunicar, reconhecer uns aos outros e manter o grupo coeso. Assim, imitar sons do ambiente, de outros animais, inclusive, ajuda na integração social.

Não vi/ouvi ninguém dizendo que é "fácill" fazer contratações caras, mas certamente é difícil porque só se faz tendo muito dinheiro (poucos possuem) ou dando calote depois. Por isso tais transações são raras.
Mas de qualquer forma, para fazer boas contratações é preciso… -- Mauro Cezar (@maurocezar)

Quando vivem com humanos, somos o seu "bando", por isso passam a imitar a fala das pessoas, uma clara maneira de interação. Quanto mais atenção e recompensa recebem ao "falar", mais reforçam o comportamento. São classificados como aves muito inteligentes, contudo, não compreendem o significado das palavras na maioria dos casos. Mas são excelentes imitadores.

Portanto, papagaios falam. No mundo do futebol, Boto também. Vejamos se, assim como as aves, José Boto será capaz de "imitar" os melhores negociadores e maiores conhecedores de futebol para fazer grandes e boas contratações sem depender do poderoso cofre do Flamengo. Pois até agora, o diretor de futebol não fez mais do que fechar acordos caríssimos sem o retorno técnico esperado. A ver.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL