Mattos: 'Bielsa faz um monte de maluquices que detonam o time'

27 de Jun de 2026 - 10:30
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Mattos: 'Bielsa faz um monte de maluquices que detonam o time'

Marcelo Bielsa tomou decisões que "detonam o time" e chegaram a comprometer o Uruguai na Copa do Mundo, avaliou Rodrigo Mattos no Posse de Bola, do Canal UOL.

O comentarista citou escolhas do treinador durante a campanha e também antes do torneio, com impacto no meio-campo e no ambiente. Para ele, a seleção perdeu rendimento e o grupo sentiu.

Ele quebrou o Arrascaeta antes da Copa. Quebrou o Arrascaeta. Ele tinha o principal meio de campo dele junto com o Valverde. Ele quebrou o cara porque ele forçou a saída. Ele faz um monte de maluquices que detonam o time. É muito fácil falar isso para o time dos outros. Vai perguntar para os uruguaios o que eles estão achando. O Valverde não jogou nada.
Rodrigo Mattos

Na sequência, Mattos detalhou como enxergou a montagem do time e a queda de desempenho, especialmente pelo que chamou de perda de peças centrais. Para ele, o Uruguai tinha um trio de meio-campo que não conseguiu render.

Ele tinha no meio de campo o Ugarte, o Valverde e o Arrascaeta, que ele quebrou antes da Copa. Tinha no ataque o Darwin Nuñez, que nem sempre joga Copas boas. Tinha dois laterais ok. Foi muito mal pro grupo. Ele mesmo reconheceu. Foi muito mal pro grupo que ele tinha na mão.
Rodrigo Mattos

PVC concordou que o ponto mais sensível do trabalho é a gestão de pessoas. Ao lembrar passagem do treinador por seleções, ele disse que o problema "é relacionamento" e que isso ajuda a explicar crises em elencos.

Eu acho que o grande problema do Bielsa é relacionamento. E é por isso que aconteceu com a Argentina de 2002. É uma gestão de pessoas terrível.
PVC

Walter Casagrande também colocou a relação com o grupo no centro do debate e descreveu um estilo de comando que, na visão dele, "deixa o vestiário tenso". Para o ex-jogador, esse método pode funcionar em alguns contextos, mas não com todo mundo.

Eu trabalhei com treinadores que gostam de deixar o vestiário em paz. Mas eu trabalhei com treinadores, que eu acho que é o caso do Bielsa, que gostam de deixar o vestiário tenso. Na cabeça dele, o jogador tem que estar sentindo o jogo, ele tem que ter atrito, deixar o ambiente pesado para que, na cabeça dele, funcione melhor desse jeito.
Walter Casagrande

Já Juca Kfouri ponderou que a discussão não deveria apagar toda a carreira do argentino, embora tenha reconhecido a dificuldade do treinador com o próprio perfil. Ele lembrou que o técnico já se descreveu como "tóxico" ao falar de vitórias e derrotas.