Mac, iPad, Xbox e em breve iPhone: IA já faz você pagar mais por celular
(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; ; )
De tablets e notebooks a videogames e, em breve, celulares. A inteligência artificial já pressiona o preço dos eletrônicos do dia a dia. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam por que o impacto no bolso não vem só das funções com IA cada vez mais presentes nesses aparelhos, mas, sim, de uma disputa por chips.
O gargalo está na memória, um semicondutor que virou peça-chave para treinar e rodar modelos de IA em data centers. Com fabricantes priorizando essas instalações, sobra menos componente para smartphones, PCs, tablets e consoles, e o custo sobe.
O que acontece é que está tendo um novo redesenho do mundo da tecnologia impulsionado pela iA. Esses equipamentos eletrônicos dependem de semicondutores e processadores. E tem um semicondutor muito importante, a memória, que está passando por um aumento muito grande de demanda, porque a galera está na vida louca de inteligência artificial, fazendo data center a rodo. A gente fala muito de GPUs, mas outro semicondutor importante é a memória. Esses grandes modelos demandam cada vez mais um tipo específico e mais rápido de memória. As grandes empresas de memória fizeram um shift na produção e passaram a dedicar esforço maior para produzir esses chips para IA. Aí entra a lei do mercado: oferta e demanda. Se você tem menos oferta e a demanda se mantém ou aumenta, os preços sobem.
Diogo Cortiz
A Apple já aumentou os preços de MacBook e iPad e que o iPhone deve entrar na mesma onda. O Xbox, da Microsoft, é outro exemplo de eletrônico afetado por essa pressão de custos.
Estima-se que o iPhone pode ter um acréscimo de até US$ 200. Então a ideia é: ou troque agora ou vai guardando dinheiro e saiba que vai pagar mais caro.
Diogo Cortiz
A vida não está fácil nem para as empresas que estão ganhando rios de dinheiro com isso. As três líderes na fabricação de memória são as sul-coreanas SK Hynix e Samsung e a americana Micron. No caso da Samsung, o lucro disparou 18 vezes, mas as ações caíram 8% com o medo de uma freada na demanda.
A alta nos chips de memória tende a durar e deve mudar o tipo de aparelho que chega às prateleiras, diz Helton Simões Gomes. A lógica, diz, é simples: com componente caro e escasso, as fabricantes preferem colocá-lo em produtos com margem maior.
Não tem perspectiva de melhora do preço dos chips de memória, porque toda a indústria está se voltando a produzir esses semicondutores para os data centers de inteligência artificial, porque é mais lucrativo. Isso tem consequências para os preços de celulares daqui pra frente. O celular baratinho, os de entrada, estão com os dias contados: uma fabricante, tendo que comprar um semicondutor tão caro, vai preferir colocar ele num aparelho com margem maior, sejam os intermediários ou os premium, e não nos celulares mais baratinhos. Outro que está na linha de tiro é o computador de entrada também. A gente até comentou que tem uma data para esses aparelhos acabarem, e era 2028.
Helton Simões Gomes
Diante da iminente disparada dos preços, o conselho prático não poderia ser outro. "Começa a tratar com carinho aquilo que você tem", diz Helton, afinal será preciso ficar mais tempo com o celular para guardar dinheiro para uma troca mais cara.
Não faz nem Pix: como é nova ação para frear 'epidemia' de celular roubado
O governo federal lançou mão de uma nova aposta para conter a "epidemia" de celular roubado no Brasil. Deu Tilt explica como a estratégia agora é tornar impossível o uso de smartphones roubados para diminuir a atratividade desses aparelhos.
A subtração de celulares virou não só um problema de segurança pública, mas também um dos maiores medos do brasileiro.
A cada cinco celulares vendidos, outros dois são roubados no Brasil
Helton Simões Gomes
'Caçador de sinal pirata' do Brasil vira esperança em terremoto venezuelano
A Venezuela foi atingida por terremotos devastadores, que chegaram a marcar 7,5 na escala Richter e deixaram mais de 4.500 mortos. Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como o Brasil enviou tecnologia para ajudar nas buscas.
Além de equipes especializadas, a missão, conduzida pelos ministérios das Comunicações, das Relações Exteriores e Anatel, levou equipamentos que têm ganhado uso diferente do tradicional: se, no dia a dia, servem para achar interferências em radiofrequência, esses 'caçadores de sinal pirata' foram usados para localizar celulares sob escombros.
O que eles mandaram pra lá foram quatro servidores munidos de analisadores de espectro e antenas direcionais de alta sensibilidade. Esse tipo de equipamento naturalmente é usado pela Anatel pra encontrar interferências dentro da radiofrequência usada para coisas específicas. Só que, ao ser mandado para a Venezuela, ele vai em busca de um emissor de radiofrequência que todo mundo tem no próprio bolso, que é o celular. O propósito desses servidores é usar essa antena com ultra sensibilidade para detectar se algum celular está tentando se conectar a uma antena, uma estação de rádio base. A partir daí, eles conseguem detectar a intensidade do sinal, fazer uma triangulação e avisar se tem alguém esperando para ser resgatado ali ou se tem algum corpo que, infelizmente, tem que ser resgatado debaixo daqueles escombros.
Helton Simões Gomes
Tesla invade casa: acidentes contrapõem EUA e China em carros autônomos
Um Tesla Model 3 invadiu uma casa em alta velocidade no Texas e matou uma mulher de 76 anos que estava dentro da própria sala. No novo episódio de Deu Tilt, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes analisam o que o caso revela sobre a maturidade dos carros autônomos e a corrida entre EUA e China.
O motorista disse que o veículo estava no piloto automático, e as autoridades ainda coletam dados para entender se houve falha do sistema autônomo ou erro humano na direção. O episódio também reacende a comparação entre a estratégia da Tesla e a de rivais como a Waymo, da Alphabet.
Foi inacreditável, porque você deve estar imaginando: a pessoa estava atravessando a rua e foi atropelada ou então estava dentro do carro, o carro bateu e ela faleceu. Não, a pessoa estava dentro da sua residência. Imagina você estar dentro da sua casa e um carro autônomo invadir a sua casa e te atropelar. O motorista falou que o carro naquele momento estava no piloto automático.
Diogo Cortiz
DEU TILT
Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.