Dino manda presidentes de 21 partidos da base e oposição explicarem destinação de emendas

15 de Jul de 2026 - 11:00
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Dino manda presidentes de 21 partidos da base e oposição explicarem destinação de emendas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (15) que os presidentes de 21 partidos políticos prestem esclarecimentos sobre a suposta influência sobre a destinação de emendas parlamentares de deputados federais com mandatos ativos.

A ordem ocorre um dia após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defender que os dirigentes partidários influenciem e orientem seus deputados no encaminhamento de recursos.

Dino pediu esclarecimentos a quase todos os partidos desde a base governista, passando pelo centrão até a oposição: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PcdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. As legendas terão dez dias para apresentar esclarecimentos.

“Prestem informações acerca de eventual definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares, por parte da presidência dos partidos políticos. Em especial, deverão esclarecer pontos sem prejuízo de outras informações que julgarem pertinentes”, ressaltou Dino na decisão que a Gazeta do Povo teve acesso (veja na íntegra).

Na véspera, Valdemar Costa Neto defendeu que os presidentes de partidos determinem quais emendas serão destinadas por seus deputados por, supostamente, terem uma visão nacional das demandas políticas. Para ele, os parlamentares concentram sua atuação apenas em suas bases eleitorais.

“O deputado chega para mim e diz: 'Valdemar, fiz as emendas e vai sobrar R$ 5 milhões das minhas emendas'. Aí eu pego essas emendas e dou para esses candidatos, dou para prefeitos e deputados que não têm mais emendas e precisam atender mais cidades. Essa função é uma função normal. Vai para a liderança, a liderança examina as condições da prefeitura e quem assina é o líder”, declarou em entrevista à GloboNews.

Valdemar é investigado pela Polícia Federal por supostamente articular a destinação de emendas sem ter mandato ativo, o que, segundo o STF, contraria a Constituição. Na semana passada, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do dirigente do PL.

Mais informações em instantes.