Robô atacando humanos? O que se sabe sobre o vídeo que viralizou

15 de Jul de 2026 - 11:45
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Robô atacando humanos? O que se sabe sobre o vídeo que viralizou

Um vídeo viral em que um robô humanoide parece atacar pessoas em um escritório na Indonésia foi um "mal-entendido" ocorrido em uma empresa, não uma "rebelião" de inteligência artificial.

O que aconteceu

Gravação publicada no TikTok em 5 de julho acumulou mais de 100 milhões de visualizações e confundiu parte do público. A cena foi publicada pelo perfil Joko Prabuwesi, que é o nome do robô humanoide. Na cena, pessoas tentam segurar o robô, que desfere golpes de artes marciais.

Apesar de parecer uma agressão, segundo os responsáveis pelo robô, foi apenas uma rotina do humanoide. Segundo a equipe que gerencia o robô, eles disseram que uma pessoa o ligou pela primeira vez, e o humanoide começou a executar uma rotina de artes marciais, o que parece ser um ataque. A cena foi gravada e, posteriormente, publicada nas redes sociais.

udah langsung berantem aja, padahal ini masih hari pertama Joko Prabuwesi di Kantor.

Os movimentos do robô foram pré-programados. Eles fazem parte de uma sequência para mostrar equilíbrio, velocidade e resposta do equipamento. Trata-se de um robô modelo G1, feito pela empresa chinesa Unitree, capaz de executar movimentos complexos, incluindo demonstrações de artes marciais. Um exemplar custa cerca de US$ 33 mil (cerca de R$ 168 mil).

Depois da viralização, o robô foi parar na TV da Indonésia. Antes de aparecer em um programa da TV local, o robô, em um vídeo também postado no TikTok, pediu desculpas ao funcionário "agredido" por ele. Durante a participação, o robô fez uma dancinha e ainda executou uma simulação de luta.

Como assim robô agredindo pessoas?

Viralização é um dos pontos-chave da empresa por trás do robô. A empresa polonesa Mera Robotics atua na programação de robôs. Uma das estratégias da companhia é ter "projetos de robôs sociais". As pessoas compram os robôs, e a Mera Robotics as ajuda a programá-los e a transformá-los em influenciadores. Os donos dos robôs, então, criam situações para gerar "visibilidade orgânica".

Um cliente ou parceiro local pode adquirir um robô e, em seguida, trabalhar conosco na integração do software, programação, desenvolvimento da personalidade, estratégia de conteúdo, treinamento e suporte técnico contínuo. O robô em si é apenas o hardware --o personagem, as interações e o sistema operacional exigem um processo separado de desenvolvimento e produção.
Porta-voz da Mera Robotics

Como este robô da Indonésia, há outros três pelo mundo. Um na Polônia, chamado Edward Warchocki, outro em Dubai, chamado Amir, e outro nos EUA, batizado como Hudson. Todos eles têm perfis nas redes sociais com milhares de seguidores. Boa parte desses robôs é usada em ações de marketing em eventos e demonstrações.

No início do ano, o robô Edward viralizou em sites europeus após ser visto perseguindo javalis. Na época, segundo a rede britânica BBC, o vídeo do robô teve mais de 14 milhões de visualizações no Instagram e mostrava o humanoide "assustando" javalis que estavam pelas ruas de Varsóvia —no ano passado, houve mais de 100 ataques de javalis a pessoas no país.