Como e por que jogar em casa parece problema para o Palmeiras
O empate contra o Santos, no primeiro jogo de maio, foi a primeira partida sem vitória dentro do Allianz/Nubank Parque neste ano. Dois dias antes do anúncio do novo nome comercial do estádio. Até aquela data, em dezesseis jogos como mandante em 2026, eram 14 vitórias e um empate.
Desde então, três triunfos, três empates, derrotas para Cerro Porteno e Atlético como mandante. A lista inclui o empate com o Cruzeiro, em Barueri.
Dos últimos quinze pontos disputados em casa, pelo Brasileirão, o Palmeiras perdeu nove. Quer dizer que a distância para o Flamengo, hoje de seis pontos, poderia estar próxima de quinze.
E, pior, a queda de produção no Nubank Parque se sedimenta a dois dias do início das oitavas da Libertadores, em São Paulo, porque terminou a fase de grupos em segundo lugar, justamente pela derrota para o Cerro, rival da quarta-feira.
Taticamente, há coincidências pela dificuldade em quebrar defesas montadas no 5-3-2 ou 5-4-1, como na derrota para o Atlético e no empate contra o Internacional. O Cerro vem de três derrotas nos últimos quatro jogos, atua no 4-1-4-1, mas pode se fechar um pouco mais na quarta-feira.
O Palmeiras é um tipo de time quando rouba a bola no ataque e define em gol nos primeiros vinte minutos. É diferente quando a partida começa a ficar sem espaço. Daí vem a insistência em cruzamentos. Também tem diminuído o índice de acerto em escanteios e faltas próximas à área.
Tudo isso precisa de ensaio para a sequência da temporada. Em duas semanas, o Palmeiras pode garantir vaga nas quartas-de-final da Libertadores e ampliar sua vantagem sobre o Flamengo. Ou começar a ter problemas mais sérios com as duas tabelas de classificação
Opinião
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