CBF acerta em ritualizar convocação com festa e pompa
O Museu do Amanhã vai sediar a convocação da seleção masculina para a Copa de 2026. Um evento inédito, com artistas e celebridades. Na sequência, depois de quase uma hora, os nomes serão anunciados com o sotaque italiano de Carlo Ancelotti. Tudo novo, da festa ao sotaque.
Acho importante que uma convocação de seleção seja empacotada com essa pompa ritualística. É coisa séria demais vestir a camisa do seu país, mesmo uma camisa sequestrada por forças fascistas como a amarela. Minha experiência com esse tipo de festa diz que ela quase sempre descamba para o cafona, mas vou esperar acontecer e torcer para estar errada dessa vez.
Tudo passou a girar em torno do nome de Neymar e isso é um problema por muitos motivos. Seleção é coletivo e desviar o foco para uma pessoa apenas é sempre um erro. De qualquer forma, esse problema é de Ancelotti e ele ganha bem para resolvê-lo.
O que seria preciso entender aqui é que rituais nos aproximam da dimensão do sagrado e a seleção masculina precisa tentar recuperar esse espaço, perdido há muitos anos. Um evento cheio de pompa pode ser o começo de uma campanha vitoriosa. Mas, como venho falando há algum tempo, essa campanha deveria estar focada em 2030 e não em 2026. Não temos time para vencer a Copa de Donald Trump, mas poderemos ter para vencer a próxima. Talvez por isso o evento seja no Museu do Amanhã.
Opinião
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