Boa notícia? Brasil foge pela 6ª vez seguida de europeus no primeiro mata
Pela sexto Mundial consecutivo, a seleção brasileira fugiu de um encontro com alguma seleção europeia logo no primeiro mata-mata - entre 2006 e 2022, esta fase era a de oitavas de final, mas na atual Copa, inchada e com uma fase nova, será nos 16 avos de final. A questão é: isso é boa notícia?
Em 2002, na última vez em que encontrou um europeu de cara, o Brasil ficou com o pentacampeonato. Naquela ocasião, jogou contra a Bélgica nas oitavas e venceu por 2 a 0, em jogo com grande polêmica de arbitragem por um gol mal anulado da Bélgica. A partir daí, vieram só europeus pela frente: Inglaterra nas quartas, Turquia nas semis e Alemanha na final.
Desde então, o roteiro tem sido quase sempre o mesmo: passar de um não-europeu no primeiro mata-mata e cair logo no primeiro confronto contra um europeu.
Em 2006, a seleção ganhou de Gana nas oitavas e caiu para a França nas quartas. Em 2010, passou do Chile para depois perder da Holanda. Em 2014, uma exceção, a seleção chegou à semifinal, já que enfrentou Chile e Colômbia antes de finalmente jogar contra um europeu - e tomar de 7 a 1 da Alemanha. Em 2018, na Rússia, o Brasil passou pelo México nas oitavas e caiu diante da Bélgica. E, em 2022, goleou a Coreia do Sul para depois perder nos pênaltis para a Croácia, nas quartas.
A última vitória sobre um europeu em mata-mata foi, portanto, a decisão de 2002 contra a Alemanha. Desde então, são quatro vitórias e um empate contra não-europeus e um empate e quatro derrotas diante de seleções europeias.
No cenário de 2026, a seleção brasileira enfrenta um asiático, o Japão, na segunda fase. Nas oitavas de final, pode enfrentar um africano, a Costa do Marfim, ou um europeu, a Noruega. Nas quartas de final, o único europeu possível é a Inglaterra - as outras possibilidades são México, Equador e República Democrática do Congo. Nas semifinais, se o Brasil for até lá, a única chance de pegar um europeu é a Suíça.
Reportagem
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