Queda de Andrés amplia jogo da eleição que terá Osmar Stábile como favorito
A queda de Andrés Sánchez se deu em meio a uma pequena turma de resistentes, que tentaram convencer eleitores a não expulsar o ex-presidente e a votar secretamente. Aparentemente, um dos que lutaram até o fim pela permanência de Andrés.
Entre os que votaram contra está o ex-diretor de futebol, Sérgio Janikian. Diferentemente do que aqui estava escrito na versão original, Janikian votou pela exclusão, em voto aberto.
Difícil dizer que não haverá influência de Andrés na eleição. Mesmo fora do clube, pode ser influente. Mas sua capacidade de mudar os destinos da eleição do final deste ano parece bem pequena.
Osmar Stábile será o favorito, apesar de ter se complicado com a investigação sobre contratação de empresa de segurança de maneira irregular. Entre os que estão próximos ao atual presidente, entende-se que é um vacilo típico de empresário de pequena e média empresa, que poderia fazer a mesma operação numa companhia de sua propriedade. Não no Corinthians.
A interpretação generosa é de que não houve má-fé. Em política, especialmente num clube que parece uma reunião de condomínio, que se discute vaga de garagem sem notar a receita superior a R$ 1 bilhão e a dívida maior do que R$ 2,6 bilhões.
De todo jeito, Stábile conseguiu o parecer favorável a que concorra à reeleição e, neste momento, parece o favorito para permanecer no cargo por mais três anos.
A saída de Andrés Sánchez é um aparente sinal de lisura, mas trata-se de um capítulo da guerra política no condomínio Corinthians. É provável que venham novos capítulos com Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. Não tira o foco de que o clube precisa ser muito melhor do ponto de vista da transparência e, principalmente, do pagamento de suas contas.
Opinião
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