Prefeitura de Limeira acusa governo federal de omissão após morte de jovem em ponte

14 de Jun de 2026 - 10:15
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Prefeitura de Limeira acusa governo federal de omissão após morte de jovem em ponte

A prefeitura do município de Limeira (SP) acusou o governo federal de omissão na manutenção e gestão dos riscos na Ponte do Esqueleto e informou, por meio de nota que entrará na Justiça para responsabilizar o Executivo.

Em um episódio trágico que chegou a ser filmado, a bacharel em Educação Física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada em um salto de rope jump sem a corda de segurança. O caso ocorreu neste sábado (13).

"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito, Murilo Félix (Podemos).

A Gazeta do Povo entrou em contato com o governo federal. O espaço segue aberto para posicionamento.

Pouco antes de morrer, Maria Eduarda chegou a publicar fotos do local, brincando: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???". O instrutor ajudou a erguer a jovem para que dois auxiliares pudessem segurá-la pelos braços e pernas, lançando-a logo em seguida.

Tão logo houve o lançamento, alguém percebeu a falha fatal: "Gente, a corda". Com isso, ela enfrentou uma queda livre de 40 metros e morreu no local, conforme constatado pelo Corpo de Bombeiros.

O rope jump (pulo com corda, em inglês) é semelhante ao bungee jump (salto de elástico), mas com um final diferente: em vez de uma corda elástica que faz o praticante "quicar", há uma corda rígida, o que gera um balanço após o salto. O que amortece o impacto, assim, não é um elástico, mas a própria dinâmica pendular do movimento.

A diferença que pode ter sido crucial para a fatalidade, no entanto, é a regulatória: popularizado mais recentemente no Brasil, o esporte ainda não é regulamentado por aqui, diferentemente do bungee jump.