O que é a IAI?: Itaú adota IA pra cativar cliente e fazer Pix para ele

14 de Ago de 2026 - 06:30
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O que é a IAI?: Itaú adota IA pra cativar cliente e fazer Pix para ele

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; ; ; )

O Itaú colocou uma inteligência artificial dentro do aplicativo e quer transformar a IA no "primeiro contato" do cliente com o banco, com um botão flutuante que abre funções e orientações financeiras.

No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Gabriel Francisco Ribeiro e Helton Simões Gomes explicam o que o banco busca com a IAI, como ela usa dados para personalizar respostas e por que o movimento pode se espalhar.

O Itaú quer fazer da inteligência artificial o primeiro contato que as pessoas têm com o banco. Por isso, eles colocaram no aplicativo um botão flutuante que, ao clicar nele, você tem acesso a diversas funções. A ideia é trazer para dentro do app a possibilidade de as pessoas realizarem tarefas que elas já estão fazendo do Itaú para fora, mas dentro de um espaço mais protegido, com mais confiança e com acesso aos seus dados.
Helton Simões Gomes

O banco também tentou dar cara própria ao serviço ao batizá-lo de IAI, o que lembra marcas que tentam imprimir identidade à IA -como a Apple Intelligence.

O Itaú fez a mesma coisa porque eles chamaram de IAI, que é Inteligência Artificial do Itaú, ou Itaú Artificial Intelligence. É um nome que serve de frente e verso, para quem vai e para quem volta. Foi boa sacada.
Helton Simões Gomes

Na prática, a promessa é permitir que o cliente faça perguntas sobre gastos e decisões do dia a dia usando os próprios dados bancários. Isso mira um comportamento já comum fora do banco, em chatbots genéricos.

As pessoas pegam informações financeiras e perguntam para o ChatGPT: "Eu tô gastando muito de Uber?"; "Vê a minha conta bancária e diz no que eu posso economizar"; "Será que tá na hora de eu comprar uma casa? Eu tô pagando aluguel, eu recebo tanto". Mas as pessoas não se dão conta que elas estão colocando informações para lá de sensíveis num ambiente que pode usar essas informações para treinar o modelo e para conhecer ela. Então o que o Itaú tá fazendo é trazer essa inteligência pra dentro do aplicativo.
Helton Simões Gomes

A IAI analisa o que o cliente pergunta para dar respostas menos genéricas com informações já existentes no banco. O Itaú aposta em "ultra, hiper, individualização", indo além de recomendações por grupos de interesse, diz. Além disso, ela pode fazer operações, como enviar Pix, seja via comando de voz ou por texto.

Essa IA do Itaú vai começar a fazer transações. As pessoas podem fazer Pix falando ou escrevendo. Ele pede uma certificação das minhas credenciais e aí faz o Pix. Em breve, as operações vão ficar um pouco mais personalizadas e vão abranger outros produtos do Itaú, como crédito, como financiamento e por aí vai.
Helton Simões Gomes

Por enquanto, a IAI funciona só para pessoa física, ou seja, não chegou a empresas nem com investimentos. Uma versão dela já começou a ser disponibilizada para funcionários, com outras funções.

Para o apresentador, o contexto brasileiro ajuda a explicar a aposta: o Brasil é o maior adepto de tecnologia bancária do mundo e muita gente quer levar para um ambiente "seguro" hábitos que já testou em chatbots.

Helton avalia que a iniciativa deve incentivar movimentos parecidos em outros bancos e que a complexidade desses assistentes tende a crescer. Ele diz que o tema deve seguir no radar do programa.

China 'cria' cidade para 'ONU da IA' e enfrenta problema: robôs demais

A China usou a Waic (conferência mundial de inteligência artificial) para mostrar sua força na tecnologia e defender uma governança global de IA. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz, que esteve por lá, conta o que o evento revelou - e o que preocupou.

Além de ter visto anúncios como a Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), apelidada de "ONU da IA", e de novos chips e modelos de IA, Cortiz diz que o pavilhão de robôs expôs um efeito colateral: empresas demais fazendo a mesma coisa, com níveis muito diferentes de qualidade.

É uma conferência gigantesca que a China organiza. Para mim, já é a maior do mundo. 350 mil pessoas participaram. A conferência era tão grande que tinha mais de 1.200 empresas expondo. Era como um grande centro de exposição empilhado em três andares e ainda assim não deu conta: usaram outros dois centros, fora eventos em hotéis.
Diogo Cortiz

Ataque rápido, perda de R$ 1.287 e vítima reincidente: o perfil do golpe

Golpes e fraudes na internet viraram o crime patrimonial mais praticado no Brasil, enquanto roubos do mundo físico caíram, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes conta como outro relatório traçou o perfil desses ataques no país, do prejuízo médio às vítimas preferenciais, passando pela velocidade com que os golpes são aplicados.

Enquanto caíram os roubos de veículos (20%), de transeuntes (23%), a estabelecimentos comerciais (18%) e de celular (18,6%), os golpes digitais subiram em 2025, mostra anuário. Somaram 2,2 milhões de ocorrências no ano passado.

Já o relatório "O estado dos golpes em 2026", da Global Anti-Scam Alliance, mostra a cara das fraudes digitais no Brasil, após entrevistar 60 mil pessoas em 40 países, mais de mil delas no Brasil.

O relatório mostra que 81% dos brasileiros tiveram algum contato com o golpe. Isso quer dizer que durante o ano foram 202 tentativas de golpe [por pessoa]. Mas, quando você extrapola para a população, dá 34,5 bilhões de tentativas de golpe. (...) Não dá para você, humanamente, fazer quase 35 bilhões de tentativas de golpe. É muita coisa. Até por isso, os principais canais que os golpistas usam são aqueles que usam mensagens diretas.
Helton Simões Gomes

Com IA para robôs, humanos pensarão duas vezes antes de bullying com máquina

O Google diz ter dado um passo definitivo para tirar os robôs do "modo laboratório", quando o ambiente não pode mudar, e levá-los para o mundo real. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam o que o Gemini Robotics 2 muda na robótica.

A promessa é levar a autonomia que a IA generativa já mostrou no digital para o mundo físico: mais destreza nas mãos, corpos que se adaptam a mudanças no ambiente e até cooperação entre máquinas para concluir uma tarefa.

A gente só não tem isso ainda porque os robôs têm uma dificuldade muito séria e muito palpável: eles são muito úteis, mas desde que façam atividades repetitivas, pré-programadas, ou que sejam tele-operados pelos seres humanos, e o ambiente não pode mudar de jeito nenhum. Eu não conheço nenhum lugar fora de um laboratório que seja assim. Mas o Google inventou uma inteligência artificial muito diferente daquela que a gente usa no ChatGPT, no Claude e no próprio Gemini, que resolve esse tipo de coisa.
Helton Simões Gomes

'Kimi K3, nova IA chinesa, dá carteirada ao mundo', diz Diogo Cortiz

O Kimi K3, modelo de inteligência artificial da chinesa Moonshot, entrou na disputa de "modelo de fronteira" ao se aproximar do sistema mais avançado da Anthropic e ao prometer acesso aberto e custos menores.

No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam por que o avanço chinês virou tema de segurança nacional e acendeu alertas nos EUA.

Tem hype e tem não hype também. De fato, o Kimi K3 é um modelo super avançado e traz uma eficiência no seu uso. Ele se igualou muito ao modelo de fronteira da Anthropic --um modelo tão avançado que o governo dos Estados Unidos proibiu o acesso a qualquer estrangeiro. Isso trouxe questões: essa IA é tão poderosa assim? A gente está na mão dos Estados Unidos? O Kimi vem nessa fronteira mostrando: "Cheguei". E não é só fazer algo parecido, mas com otimização maior, porque entra custo. Para diferentes tarefas, o Kimi pode ser até 70% mais barato.
Diogo Cortiz

DEU TILT

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.