Moto3 terá Yamaha como única fornecedora a partir de 2028

25 de Jun de 2026 - 21:45
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Moto3 terá Yamaha como única fornecedora a partir de 2028

O Mundial de Moto3 mudará radicalmente a partir da temporada de 2028. Como já adiantado pelo Motorsport.com em outubro do ano passado, a categoria de base da MotoGP irá se tornar uma competição monomarca da Yamaha. A informação foi confirmada nesta quinta-feira em Assen, onde acontecerá o GP da Holanda. Leia também:

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As mudanças na competição foram oficializadas em uma coletiva protagonizada por Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP Sports Entertainment e Paolo Pavesio, diretor-geral da divisão de competições da Yamaha. A partir de 2028 e até 2033, no mínimo, a Moto3 será uma categoria monomarca, ou seja, todas as motos serão fabricadas pela Yamaha, ao contrário do que acontece agora, em que são Honda e KTM. Além disso, serão novos protótipos, com motores de 700cc, baseados na unidade de potência da Yamaha R7. Eles produzirão cerca de 95 cavalos de potência, pesando 120 quilos. A mudança surge com a intenção de reduzir os custos para as equipes, muitas das quais estão em dificuldades para suportar as despesas de uma temporada cada vez mais longa. Por isso, essa revolução na Moto3 já vem sendo pensada há algum tempo e será implementada ao fim da temporada de 2027, quando os protótipos atuais serão abandonados para dar lugar a motos que, ao menos no papel, serão muito mais simples. "Este novo projeto pretende garantir que o talento continue sendo o fator definidor no desenvolvimento dos pilotos, mantendo ao mesmo tempo os mais altos padrões de competição. A nova moto será revelada numa fase posterior, com a Yamaha e a MotoGP confirmando um programa de comunicação progressivo rumo à primeira aparição pública da moto em 2027", confirmou a categoria em comunicado. "No centro do projeto está um novo protótipo de competição desenvolvido pela Yamaha, baseado na sua plataforma de produção CP2 e amplamente redesenhado para o Mundial de Motociclismo. O objetivo final é alcançar uma relação peso-potência superior às atuais máquinas da Moto3, introduzindo, ao mesmo tempo, uma moto de tamanho completo mais adequada às características físicas e ao estilo de pilotagem da próxima geração de pilotos", continuou. Carlos Ezpeleta y Paolo Pavesio Foto de: MotoGP

Ezpeleta também se manifestou, agradecendo à Yamaha pela colaboração e demonstrando otimismo em relação ao futuro: "Estamos muito entusiasmados. Desde que começamos a falar com a FIM sobre o que queríamos para a categoria houve muitas razões para seguir nesta direção. Isto deverá representar uma melhoria para a MotoGP em todos os aspectos. Para a segurança, para a competição, para a qualidade dos pilotos...". "O acordo começará em 2028 na Moto3, em 2029 na JuniorGP, e terá uma duração de pelo menos 6 anos para cada uma. Esperemos que tenha ramificações para outras categorias em todo o mundo. O desempenho será melhor do que o das atuais Moto3. Acreditamos que será uma categoria mais segura e o objetivo em termos de custos é que seja pelo menos 50 por cento inferior ao da atual Moto3", acrescentou. "Não tememos que a Moto3 se torne uma 'Taça Yamaha'. Os pilotos que se proclamarem campeões do mundo continuarão tendo, para nós, o mesmo valor que antes". Pavesio completou: "Desde o início sentimos que tomar esta direção na Moto3 era muito interessante e que o lógico era que a considerássemos e a estudássemos. A ambição é entregar um protótipo que esteja ao nível para o qual todos queremos ir. Um protótipo muito competitivo". PAPELÃO de BEZZECCHI abre CAMINHO para TÍTULO de MÁRQUEZ? Diogo FORA dos TESTES da 850cc, CROSS e +

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