Mesmo roteiro de 2010? 'Espanha é um time traiçoeiro', dispara Mauro Cezar

14 de Jul de 2026 - 20:15
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Mesmo roteiro de 2010? 'Espanha é um time traiçoeiro', dispara Mauro Cezar

A vitória da Espanha sobre a França na semifinal teve um roteiro 'parecido com o de 2010' e expôs um adversário 'traiçoeiro', avaliou Mauro Cezar Pereira no Posse de Bola, do Canal UOL.

No debate, o comentarista disse que o favoritismo em torno dos franceses ignorou características do time espanhol: posse de bola, defesa sólida e capacidade de controlar o jogo com poucos sustos.

Não faltou aviso, né? Da minha parte, não faltou aviso. Foram várias vezes que nós falamos: a Espanha é um time traiçoeiro, toma pouco gol, fica com a bola, se defende dessa maneira, tem bons jogadores... E não deu outra, a Espanha foi muito superior à França, venceu, se classificou, vai fazer a sua final. É muito parecido com o roteiro de 2010. Por que estão dando tanto favoritismo à França, sendo que o adversário é a Espanha?
Mauro Cezar Pereira

Na leitura de Mauro, a Espanha controlou o ritmo ao ter mais a bola e criou as chances mais perigosas, enquanto a França produziu pouco. Ele também apontou decisões do técnico Didier Deschamps como parte do problema.

A Espanha se impôs, ficou o tempo todo muito mais com a bola, finalizou mais, criou chances mais perigosas e fez os dois gols. A França criou muito pouco. Começa com o erro do técnico, escalar o Barcola e não o Doué, que foi tão bem no jogo contra Marrocos.
Mauro Cezar Pereira

Arnaldo Ribeiro concordou que o confronto tinha sinais prévios e disse que as experiências recentes indicavam um risco alto para a França, especialmente se saísse atrás no placar. Para ele, o problema passou pelo meio-campo e pela falta de 'antídotos' ao estilo espanhol.

Pelas experiências anteriores, esse jogo tinha um cheiro de tragédia para a França, sobretudo se ela saísse atrás. E ela saiu atrás, praticamente acabou o jogo ali. Quem for jogar contra a Espanha na final ou se atenta a isso ou vai perder o jogo.
Arnaldo Ribeiro

Walter Casagrande ponderou que a decisão de mexer no desenho ofensivo não é simples, porque a França vinha sendo elogiada e não tinha sido colocada em dificuldade antes. Já Juca Kfouri ironizou a mudança de percepção sobre o treinador após a eliminação.

O técnico de futebol é uma besta ou é bestial? Ele era bestial até ontem. E virou uma besta a partir do jogo de hoje.
Juca Kfouri

O debate também puxou para a Copa do Mundo 2026 e a discussão sobre posse de bola. Mauro disse que o Brasil não pode entrar no torneio com um plano de ter pouca bola contra seleções mais fracas, e Casagrande ampliou a crítica ao apontar distância de qualidade e cultura.

Eu já disse aqui que eu acho que o Brasil não pode jogar a Copa do Mundo tendo 34% de posse de bola contra a Noruega.
Mauro Cezar Pereira