Arnaldo Ribeiro: 'Não acredito em quartetos mágicos pelo lado da França'

14 de Jul de 2026 - 19:00
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Arnaldo Ribeiro: 'Não acredito em quartetos mágicos pelo lado da França'

A derrota da França por 2 a 0 para a Espanha expôs limites do quarteto ofensivo e reforçou o peso do coletivo, avaliou Arnaldo Ribeiro no Posse de Bola, do Canal UOL.

O comentário veio após a semifinal, em debate sobre o que decidiu o jogo e como a Espanha controlou a partida. Arnaldo também disse que o nível do adversário influencia o rendimento espanhol na Copa do Mundo 2026.

Eu acho injusto o 'morrer de tédio'. Antes do morrer de tédio, você [Tirone] cunhou a seguinte frase no primeiro jogo da Espanha: A Espanha joga de acordo com seu adversário. Quanto melhor adversário, melhor joga a Espanha. Quanto mais armas ofensivas tem o adversário, melhor é o jogo da Espanha. Foi assim contra Portugal, foi assim contra a França. Então, é um time que prima pelo coletivo. O Yamal dando o carrinho no Mbappé no final do jogo é isso. E eu definitivamente não acredito em quartetos mágicos pelo lado da França. Nunca acreditei, nunca vou acreditar.
Arnaldo Ribeiro

Na sequência, o comentarista disse que esperava uma adaptação maior do lado francês, diante do que a Espanha vinha mostrando na competição. Para ele, o resultado também muda a hierarquia de forças no torneio.

Eu imaginava que o técnico francês tivesse aprendido com as últimas partidas. Ele que disse, Trajano, que o favorito era a Espanha. Uma vitória justíssima e agora temos um novo favorito à conquista da Copa do Mundo, porque, seja Inglaterra, seja Argentina, para ganhar desse jogo coletivo é bem difícil.
Arnaldo Ribeiro

PVC reforçou a leitura de que o domínio espanhol não começou só depois do pênalti que abriu o placar. Na visão dele, a equipe já executava o plano com pressão e organização desde o início.

Eu acho que antes do primeiro gol, a Espanha já estava melhor. Ela já estava conseguindo fazer o jogo que a gente imaginava que ela faria. Por isso que eu falei do ensaio. É um time muito ensaiado.
PVC

Casagrande discordou do tom mais definitivo sobre a ideia de 'quatro na frente' e disse que a derrota não apaga a qualidade individual do ataque francês. Para ele, o problema foi a falta de agressividade para 'matar o jogo' e a incapacidade de escapar do controle espanhol.

Hoje não funcionou um quarteto lá da França, mas não dá para dizer que com o Dembélé, o Mbappé e Barcola, ou Doué, você não tem um grande time, você não tem um ataque arrasador. Não funcionou hoje porque o outro time, que era a Espanha, tem um estilo de controle e funcionou esse estilo de controle. Não dá pra apagar só por causa de uma derrota.
Casagrande

Juca Kfouri também apontou que a França 'foi muito mal', mas relacionou isso ao que a Espanha conseguiu impor, citando o papel de Lamine Yamal no lance do pênalti. "A França foi muito mal porque a Espanha fez a França ir muito mal", disse o colunista, ao defender o peso do adversário na queda do favorito.