Foguete Starship, da SpaceX, decola do Texas para 13º voo; veja vídeo
O foguete Starship da SpaceX decolou do estado norte-americano do Texas nesta sexta-feira, no 13º teste de voo da empresa, com o objetivo de demonstrar uma série de recursos a bordo, incluindo as primeiras implantações suborbitais de novos satélites Starlink.
O que aconteceu:
O sistema do foguete Starship, com cerca de 120 metros de altura, decolou da base da SpaceX, com o propulsor do primeiro estágio Super Heavy lançando o estágio superior Starship em uma trajetória suborbital. A missão, com duração de aproximadamente uma hora, será concluída com a reentrada do Starship na atmosfera terrestre e uma aterrissagem no Oceano Índico.
Liftoff of Starship! -- SpaceX (@SpaceX)
Enquanto o Starship se aproximava de 26.400 quilômetros por hora no espaço, cerca de 10 minutos após o início do voo, o propulsor Super Heavy retornou à Terra e caiu no Golfo do México com mais força do que o esperado, informou a SpaceX, embora tenha reacendido mais motores do que em seu retorno fracassado em maio, durante um voo de teste anterior.
Qual é a missão?
Os objetivos da SpaceX para o novo lançamento são parecidos com os do teste feito em maio, quando ela estreou a terceira geração da Starship e do Super Heavy.
O plano deve seguir algumas etapas:
- Lançar o veículo;
- Concluir a separação dos estágios 1 (lançamento do propulsor) e 2 (lançamento da espaçonave) Starship. Essa etapa deve demorar em torno de 2 minutos após o início do voo;
- Fazer uma descida controlada dos dois estágios na água - o propulsor Super Heavy deve descer no golfo do México, e não em uma plataforma, algo visto em testes anteriores.
Com isso, a empresa do bilionário Elon Musk, busca demonstrar na prática o funcionamento das novas peças da nova geração da nave, projetada para missões de maior duração.
Outro objetivo é lançar no espaço dois satélites do serviço de internet Starlink - empresa que também é de Musk. A nave tentará pela primeira vez liberar 20 unidades da terceira geração de satélites da Starlink. No teste anterior, 22 peças que simulavam os satélites da rede de serviço de internet de banda larga foram enviadas para o espaço.
Na missão atual, haverá a tentativa de conectar esses satélites com a rede que já opera no espaço. Mas, depois, eles serão destruídos em sua reentrada na atmosfera, que acontecerá cerca de 20 minutos após deixarem a nave.
Histórico
Os voos teste do Starship acontecem desde abril de 2023. Em alguns deles houve a recuperação do propulsor Super Heavy em uma plataforma. Outros ficaram marcados por problemas, como explosões em que os destroços levaram ao desvio de voos e interrupção de operações em aeroportos nos Estados Unidos.
O desenvolvimento da Starship é acompanhado bem de perto pela Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (), que espera contar com o megafoguete para o programa Artemis.
A próxima missão, a Artemis III, está prevista para o ano que vem, com um teste de módulos de pouso lunar na órbita baixa da Terra. No mês passado, a agência espacial anunciou os quatro astronautas que vão participar desse voo.
Depois da Artemis III, acontecerá a Artemis IV, planejada para 2028, para levar humanos de volta ao solo lunar. O veículo também deve ter papel essencial na expansão da constelação de satélites. Em maio deste ano, Elon Musk afirmou que o serviço já dispõe de 10 mil equipamentos em órbita e planeja lançar outros 10 mil por ano.
Com Reuters e Estadão Conteúdo.