F1: Entenda por que Leclerc mudou software do volante pela 1ª vez em oito anos

9 de Jul de 2026 - 11:15
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F1: Entenda por que Leclerc mudou software do volante pela 1ª vez em oito anos

Depois de oito anos pilotando pela Ferrari na Fórmula 1, Charles Leclerc fez uma mudança substancial para a temporada 2026: o monegasco mudou a configuração do software do volante. Uma alteração pequena, mas que entra no 'pacote' de adaptações que os pilotos vêm enfrentando neste ano de novos regulamentos. Leia também:

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A vitória em Silverstone representou quase uma libertação para Leclerc, que buscava respostas com as mudanças introduzidas após a corrida sprint na tentativa de recuperar a sintonia perdida com o SF-26. A atual temporada vem sendo um ano de revolução. Mesmo após, praticamente, metade do ano completo, as novas regras continuam a introduzir dinâmicas de pilotagem que parecem 'antinaturais'. E para o monegasco, há um tema que ficou em segundo plano, mas que ainda assim é interessante: a mudança de abordagem em relação ao software do volante. Uma novidade significativa pois desde seu primeiro ano na Scuderia até o fim do ano passado, ele manteve a mesma configuração, salvo pequenas alterações. Charles Leclerc, Ferrari Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

Uma configuração que já o diferenciava de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Enquanto o alemão preferia ter no visor o maior número possível de informações, com um estilo bem compacto. Já Leclerc, em 2019, havia optado por uma visualização simples e imediata, com dados grandes, bem legíveis e diretos. Esquema que Charles manteve até o fim de 2025 e que também havia sido adotado por Carlos Sainz durante seus anos em Maranello, apenas com ajustes mínimos para adaptá-lo às suas preferências quanto ao posicionamento de alguns elementos. Ao contrário de outras equipes, a Ferrari concede aos pilotos uma certa margem de liberdade para encontrar uma solução realmente adaptada às suas necessidades e até mesmo Lewis Hamilton pressionou para ter uma versão semelhante à utilizada por tantos anos na Mercedes. Dá para pensar que a mudança se trata de uma exigência ditada pelo novo regulamento, mas não é bem assim. A maioria dos times, salvo pequenos ajustes, manteve um layout muito semelhante ao do ciclo anterior. Software de volante 2026 de Leclerc – comparação com o software de 2025 Foto de: Gianluca D'Alessandro

Hamilton, por exemplo, manteve o software do volante muito próximo ao utilizado no ano passado com as antigas unidades de potência híbridas, acrescentando apenas alguns elementos, como o gerenciamento em tempo real do MGU-K. No caso do monegasco, contudo, a mudança hoje se apresenta profundamente diferente do passado. O layout dos dados é totalmente novo e há um indicador para o MGU-K A primeira grande novidade diz respeito à disposição das informações. Se até o ano passado elas eram apresentadas de forma clara e bem visível, agora foram reorganizadas, muitos dados - como velocidade, rotações do motor, voltas completadas e restantes, ou a distribuição da frenagem - foram deslocados para a esquerda dentro de pequenos quadrados. Isso permitiu dar espaço no centro para a temperatura dos pneus e para a temperatura dos freios, que até o final da última temporada ficava em uma tela secundária, além, é claro, da marcha e do modo utilizado, ajustáveis por meio do seletor central no volante. Para 2026, porém, há mais duas novidades muito interessantes. Software do volante 2026 de Leclerc – Indicador de como o MGU-K está funcionando Foto de: Gianluca D'Alessandro

Como havíamos destacado no início do ano ao observar o volante da McLaren, a Ferrari também introduziu uma barra lateral, posicionada à direita, que indica claramente ao piloto como o MGU-K está funcionando. Quando a barra se estende para cima, o MGU-K está na fase ativa e está liberando energia para o sistema. Por outro lado, quando a barra desce e fica vermelha, como na frenagem ou no final das retas durante o superclipping, o MGU-K está em fase de recarga e recuperando energia. Também foi revisado o sistema que indica ao piloto quando usar o boost, ou seja, aquele sistema que permite atacar ou se defender aumentando, por um breve intervalo, a potência do motor elétrico. Agora, há cinco pequenos quadradinhos vermelhos que ajudam o piloto a entender por quanto tempo ele pode ativá-lo, considerando que o boost tende a consumir uma grande quantidade de energia em poucos segundos. Para a largada, há um indicador específico para o turbo Pode-se dizer que a largada também teve um papel decisivo na vitória em Silverstone. As escolhas da Ferrari e a otimização da eletrônica na largada permitiram que o SF‑26 fosse um dos carros mais eficazes na largada desde a primeira corrida, garantindo, acima de tudo, um desempenho consistente em uma fase em que muitos adversários, ao contrário, tiveram dificuldades. Software de bordo 2026 de Leclerc – Procedimento de largada Foto de: Gianluca D'Alessandro

Sem o apoio do MGU-H e sem poder utilizar o motor elétrico até 50 km/h, este ano tornou-se muito mais complexo levar o turbo à rotação correta, a ponto de terem sido concedidos cinco segundos extras antes do procedimento. Mas como os pilotos sabem que o turbo está pronto e atingiu a rotação correta? Cada equipe tem seus próprios métodos, mas, no caso da Ferrari, há um indicador progressivo codificado tanto por uma porcentagem até 100% quanto por três cores (vermelho, branco e verde, sendo que esta última indica que o turbo está pronto). Um recurso simples, mas importante para ter sempre clareza se o sistema está na faixa correta antes da largada, considerando o quanto esse aspecto se tornou fundamental neste ano. DESTINO de VERSTAPPEN em 2027, LAMBANÇA com SAFETY CAR na INGLATERRA, BORTOLETO e + | TIAGO MENDONÇA Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:

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