Como problema em assento fez Alonso pilotar com uma mão no GP do Canadá
Depois de ver a bandeirada nos GPs do Japão e de Miami, Fernando Alonso voltou a amargar abandonos na sprint e no GP do Canadá. Mas, desta vez, o motivo não passou por nenhuma quebra da Aston Martin. E, sim, pela dor intensa causada pelo assento do carro, que o fez desistir da corrida depois de apenas 23 voltas.
A câmera onboard de Alonso mostra o espanhol retirando a mão esquerda do volante em todas as retas mais longas do Circuito Gilles Villeneuve e colocando-a entre as pernas, perto do joelho. Ele chega a trocar o pneu na volta 21, quando já está há tempos com o problema, e nas duas primeiras voltas com o pneu novo trava ambos os pneus dianteiros.
A essa altura, depois de fazer uma ótima largada, ganhando cinco posições na primeira volta, passar Bortoleto e gasly e andar por quatro voltas no 10º lugar, Alonso já está em 17º, e ouve que está disputando com Sergio Perez, da Cadillac.
O bicampeão, então, pergunta se há alguma chance de chuva e ouve que não. O espanhol queria entender se faria sentido continuar na pista mesmo com as dores. Ele então faz uma volta bastante lenta - 2s5 pior que Perez - e diz ao engenheiro "cara, acho que a gente tem que parar". E o time concorda.
"Eu me senti mais e mais desconfortável ao longo das voltas", explicou Alonso. "A posição não parecia a ideal e estávamos obviamente fora da zona de pontuação, bem longe dela, e sem nenhuma ameaça de chuva. Então decidimos parar com o sofrimento."
Após a prova, Mike Krack, falando em nome da equipe, explicou que o time mudou a configuração do assento neste ano, e deve fazer mudanças para a próxima etapa, em Mônaco. Ou com um novo banco, ou retornando a um modelo antigo.
"Ele vem se sentindo desconfortável há algum tempo, mas nunca a ponto de ser um problema grave. É como um ponto de pressão que piora cada vez mais. Acho que precisamos repensar um pouco o posicionamento. Com esses carros, você tenta ficar o mais baixo possível, mas quando observa como os pilotos se sentavam nos últimos anos, a posição fica cada vez mais reclinada. Talvez tenhamos exagerado um pouco, mas é algo que precisamos verificar."
Krack confirmou que a Aston Martin reclinou mais a posição do piloto no carro deste ano, a fim diminuir o centro de gravidade e fazer com que a cabeça do piloto tenha menos impactos negativos na aerodinâmica do carro. Alonso teve problemas na região lombar em 2025, inclusive deixando de participar de uma sessão e, nos testes e nas primeiras provas neste ano, também reclamou bastante das vibrações que sentia ao volante da Aston Martin.
Reportagem
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