Claude Skill: como criar truque de IA que fez a Anthropic ofuscar rivais

23 de Jul de 2026 - 06:30
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Claude Skill: como criar truque de IA que fez a Anthropic ofuscar rivais

(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; ; )

As "skills" do Claude viraram um atalho para ensinar a IA a repetir tarefas do trabalho e de um jeito mais consistente do que reescrever instruções a cada pedido. No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, e explicam como criar o recurso e como ele ajudou a Anthropic a ganhar tração diante das rivais.

A dupla compara a ideia a rotinas de assistentes como Alexa e Google Assistente, mas adaptada ao mundo da IA generativa: em vez de apenas responder perguntas, o sistema passa a convocar habilidades pré-criadas conforme a necessidade, como montar slides ou criar posts para redes sociais.

É como quando chega um estagiário e você fala: aqui a gente faz o orçamento sempre dessa forma, usa esse template, coloca essas informações, o cálculo é assim, os slides usam essas cores porque é a nossa paleta. A skill foi transformadora porque você não tem que ficar repetindo isso. Ela é melhor do que instruções personalizadas porque você consegue colocar muito mais informação e ter diferentes skills. A própria IA começa a utilizar e chamar conforme ela precisa: agora ele quer fazer uma apresentação, chama a skill de PowerPoint; agora está revisando um texto, chama a skill de revisão. Isso dá uma customização numa escala muito maior.
Diogo Cortiz

Como a Anthropic sempre foi forte em IA para negócios, o recurso virou uma mão na roda para quem usa o Claude no dia a dia. E isso ajudou a intensificar suas vendas para empresas. Logo, rivais passaram a adotar funções similares, o que indica uma fase de maturidade do mercado.

Durante o programa, Diogo mostra como criar uma skil do zero.

Criar uma skill que traz um superpoder para a inteligência artificial é muito mais fácil do que as pessoas imaginam. Você não precisa de nenhum conhecimento especializado, porque a Anthropic desenvolveu uma skill para gerar skill. É só você pedir para a inteligência artificial o que você quer. Eu pedi: me ajude a criar uma skill para geração de posts no Instagram. Ela começa a fazer perguntas: "deve gerar principalmente o quê - legenda e hashtag, roteiro, ideias ou tudo?", "Qual o objetivo dos posts?", "Você já tem uma voz ou tom?", "Quais são os temas principais?", "Qual o tamanho do formato?", "Você quer só texto ou sugestões visuais?". Ela vai coletando informação sobre gosto e preferência para formatar uma skill mais alinhada com o que eu preciso.
Diogo Cortiz

Na demonstração, o Claude resume o que já foi definido e segue perguntando antes de passar aos próximos passos. Dessa forma, dá ao usuário a autonomia para definir o caminho, algo que Diogo classifica como "manter o humano no loop".

Ao longo do trabalho, o Claude aciona outras habilidades. É o que acontece quando pede a skill não entregar só a estrutura de posts para o Instagram, mas também sugestões de imagens prontas, e o Claude recorre a uma integração com o Canva para montar peças no formato final e permitir ajustes, como cores e tipografia.

O gargalo na criação de uma skill, no entanto, pode ser a quantidade de tokens necessários.

Eu criei uma conta nova com outro e-mail, só que aí não é uma conta paga, é uma conta gratuita. E aí nessa gratuidade a gente sabe que tem uma coisa que custa mais caro que ouro hoje em dia, que é o token. Você tem um recurso mais limitado de tokens. A gente conseguiu usar para criar skill, mas todos os tokens acabaram. Ele dá a opção: ou você quer esperar um pouco mais ou você pode pagar. Esse é um desafio das versões gratuitas: a gente consegue essas funcionalidades mais avançadas, mas usa pouco. Aí a gente tem que esperar renovar por algumas horas para conseguir usar de novo.
Diogo Cortiz

Jogou Pokémon Go? Você ajudou a treinar robô de delivery A drone de guerra

O que parecia uma brincadeira de caçar Pikachu na rua virou tecnologia para robôs e até drones militares. Deu Tilt conta como jogadores do Pokémon Go ajudaram, sem querer, a construir o sistema de localização usado agora por máquinas que substituem humanos e usadas em campos de guerra.

A Niantic, desenvolvedora do game, coletou bilhões de registros visuais a partir de uma função do jogo e usou esse material para montar um mapa 3D que promete ser mais preciso do que o GPS em regiões onde o sinal sofre interferência.

Quem jogou Pokémon GO ajudou a construir robôs entregadores que estão tirando o emprego de seres humanos lá nos Estados Unidos e também está ajudando a construir drones que vão ser usados em guerras, muito provavelmente em bombardeios. A gente está falando da Niantic Spatial, que é um desdobramento da Niantic que todo mundo conheceu quando ela desenvolveu Pokémon GO. Ela abandonou esse mundo dos games e começou a fazer uma coisa que é o concorrente do GPS, um sistema de georreferenciamento em 3D.
Helton Simões Gomes

A Meta lançou, nos Estados Unidos, um app do Instagram pensado para smart TVs e para o Roku, com foco em vídeos longos e na horizontal. O podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas explica por que a empresa quer levar o Instagram para a sala de casa.

Para os apresentadores, a aposta tenta escapar da saturação dos vídeos curtos e, ao mesmo tempo, encostar no modelo de quem domina o consumo de vídeo longo na internet: o YouTube. A mudança também retoma uma ideia que a empresa já tentou no passado, quando ainda era Facebook.

O Instagram for TV já está disponível nos Estados Unidos, nesse aplicativo específico para smart TVs. A proposta é resgatar algo meio nostálgico para quem vem do mundo das redes sociais: vídeos na horizontal e longos. O Instagram ganhou muita força da pandemia para cá quando incorporou a dinâmica de vídeos curtos, inaugurada pelo TikTok, e agora faz um movimento de buscar uma nova linguagem focada para a televisão. A ideia é fazer parcerias com criadores para levar conteúdos inéditos nesse formato longo.
Diogo Cortiz

Alexa+ x ChatGPT: assistente da Amazon sofre para acompanhar IA da OpenAI

A Amazon repaginou a Alexa para a era da inteligência artificial generativa e batizou a nova assistente de Alexa+. Na prática, a comparação com o ChatGPT é inevitável, ainda mais quando o usuário quer uma conversa mais natural e respostas com contexto. Deu Til coloca a Alexa+ e ChatGPT frente a frente e explicam os avanços da atualização -e onde ela ainda trava no dia a dia.

Embaixo dessa Alexa Plus tem uma série de LLMs, os grandes modelos de linguagem que dão a vida de ChatGPT e companhia. Agora ela consegue ter uma habilidade conversacional melhor. Você não precisa ficar falando toda hora "Alexa, faça isso, Alexa, faça aquilo". Ela já tem uma malemolência maior na hora de bater um papo, consegue extrair nuances do contexto do que a gente tá perguntando.
Helton Simões Gomes

Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.