Às vésperas das eleições, golpe simula site do TSE para cobrar débitos
Um site falso que imita páginas da Justiça Eleitoral simula uma "consulta de situação eleitoral" e tenta induzir o eleitor a pagar um Pix de R$ 47,90 como se fosse um débito com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de acordo com a empresa de segurança Eset.
Como é o golpe
O golpe usa um endereço na internet que copia a aparência de serviços do TSE e pede a consulta por CPF. Ao inserir os dados, a página exibe informações reais do eleitor e, em seguida, aponta supostas pendências com a Justiça Eleitoral.
Mesmo quando não há irregularidade, o site informa que existe "débito eleitoral" em aberto para qualquer CPF consultado. A falsa cobrança é apresentada como algo que poderia impedir o voto, estimulando o pagamento imediato.
Na etapa final, o fraudador gera um Pix de R$ 47,90 como se fosse uma quitação oficial. Segundo a Eset, o dinheiro não vai para o Tesouro Nacional e acaba direcionado a terceiros.
A equipe da Eset identificou o golpe na semana que antecede o primeiro turno. O aumento de consultas sobre título de eleitor perto da votação cria um ambiente propício para esse tipo de fraude. De acordo com a empresa, link falso está sendo compartilhado por meio de redes sociais e via SMS.
Como se proteger de cobranças falsas
Desconfiança é a primeira barreira quando chega cobrança, aviso de pendência ou convocação atribuída à Justiça Eleitoral. Antes de clicar em links ou pagar qualquer valor, a orientação é confirmar a informação em canais oficiais.
O pagamento via Pix só deve ser feito após checar se o serviço é legítimo e se o destinatário é um órgão público. No caso descrito pela empresa de segurança Eset, o QR Code e os dados do recebedor não correspondem ao Tesouro Nacional. A quantia vai para uma empresa intermediadora de pagamentos.
A busca direta por sites oficiais ajuda a evitar armadilhas criadas por páginas clonadas. Em vez de acessar links recebidos por mensagem ou redes sociais, digite o endereço do TSE no navegador e procure o serviço desejado por lá.
Como posso consultar débitos eleitorais?
A consulta e o pagamento de débitos podem ser feitos totalmente pela internet. Os eleitores conseguem regularizar a situação pelo Autoatendimento Eleitoral (Título Net), pelo aplicativo e-Título ou diretamente em um cartório eleitoral.
As opções para quitar as multas incluem boleto, Pix ou cartão de crédito. Caso opte pelo boleto, o eleitor gera a Guia de Recolhimento da União (GRU).
O TSE faz um alerta importante para evitar golpes em pagamentos via Pix. É fundamental conferir se o destinatário é o Tesouro Nacional (Secretaria do Tesouro Nacional), CNPJ 00.394.460/0409-50, antes de confirmar a transação.
Se aparecer o nome de uma pessoa física ou outro destinatário, o pagamento não deve ser feito. A orientação da Justiça Eleitoral nesses casos suspeitos é interromper a operação e procurar o cartório.
O aplicativo e-Título permite resolver a pendência de forma simplificada. Basta acessar o menu de débitos eleitorais para verificar as pendências e pagar, e a baixa da multa no sistema ocorre após a quitação.
O pagamento da multa não regulariza de forma automática os títulos que estão cancelados. Se o documento foi cancelado por ausências não justificadas, pagar o débito é apenas o primeiro passo do processo.
Para regularizar o título cancelado, é necessário fazer uma solicitação específica. O cidadão precisa pedir a revisão ou a transferência de domicílio pelo Título Net ou presencialmente em um cartório eleitoral.