YouTube dobra requisitos para criadores ganharem dinheiro na plataforma

11 de Ago de 2026 - 09:00
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YouTube dobra requisitos para criadores ganharem dinheiro na plataforma

O YouTube vai endurecer as regras para novos criadores começarem a ganhar dinheiro com anúncios e assinaturas no Programa de Parcerias do YouTube (YPP).

O que aconteceu

As novas exigências passam a valer em 1º de fevereiro de 2027 e elevam a barra para entrar no YPP. Para se qualificar, o canal precisará ter mil inscritos e, além disso, somar 8.000 horas de exibição qualificadas nos últimos 12 meses ou 20 milhões de visualizações qualificadas em Shorts nos últimos 90 dias.

Hoje, a entrada no programa exige mil inscritos e 4.000 horas de exibição no ano, ou dez milhões de visualizações em Shorts em 90 dias. Na prática, o YouTube dobra a meta de horas assistidas e também aumenta o patamar de visualizações de vídeos curtos para quem quer começar a monetizar.

Para continuar recebendo dinheiro com Shorts, o canal terá de manter dez milhões de visualizações qualificadas em 90 dias. O YouTube afirma que, se o criador cair abaixo desse nível, ele não sai do YPP e segue monetizando vídeos longos, com a receita de Shorts voltando automaticamente quando a marca for atingida de novo.

A empresa diz que a mudança busca acompanhar o crescimento do consumo na plataforma. "Acompanhar o crescimento do YouTube, que agora vê mais de 200 bilhões de visualizações diárias de Shorts e mais de um bilhão de horas de exibição na TV", afirmou o YouTube, em comunicado oficial.

Criadores que já estão no YPP não devem ser afetados pela nova régua de entrada. Ainda assim, o YouTube diz que quem já participa do programa terá de aceitar os novos termos até 31 de janeiro de 2027 para continuar recebendo pagamentos.

Premium Lite e divisão de receita

O YouTube também anunciou a expansão do Premium Lite para todos os países onde o YouTube Premium existe. A assinatura mais barata promete experiência sem anúncios na maior parte dos vídeos, além de permitir downloads e reprodução em segundo plano. No Brasil, a assinatura Premium Lite custa R$ 16,90 por mês.

A plataforma divide a receita de assinaturas com criadores com base em tempo de exibição e visualizações. No repasse, 55% vai para vídeos longos e 45% para Shorts, segundo o blog oficial do YouTube.

O YouTube afirma que a ampliação do Premium Lite pode aumentar o ganho médio dos parceiros. "Com esses assinantes adicionais, os criadores podem esperar ganhos maiores: quando um usuário assina o Premium, os parceiros, em média, ganham mais do que quando o usuário estava vendo anúncios", disse a empresa, em comunicado oficial.

Regras para manter a monetização

Além da entrada mais difícil, o YouTube descreveu critérios para seguir recebendo com anúncios e assinaturas dentro do YPP. Entre as opções citadas estão manter mil horas de exibição no ano, um milhão de visualizações em Shorts ou cumprir metas mínimas de publicação a cada 90 dias.

A política atual também prevê remoção do programa se o canal ficar seis meses sem publicar vídeos ou posts. O YouTube afirma que as mudanças fazem parte de um pacote para priorizar criadores ativos e abrir espaço para novos incentivos de receita além de anúncios.