Xô, terraplanista: Brasileiro que renegou a Nasa rebate mitos da ida à Lua
(Toda semana, e conversam sobre tecnologia no podcast. O programa vai ao ar às terças-feiras no, no, no e no. Nesta semana: ; ; )
Muita gente se fez essa pergunta quando viu as imagens que registraram o retorno da humanidade à Lua: "cadê a bandeira americana?". No novo episódio de , o podcast do para os humanos por trás das máquinas, e recebem o engenheiro espacial Lucas Fonseca para responder dúvidas e desmontar mitos sobre a missão Artemis II.
A conversa inaugura o novo quadro do programa Help Desk, que sana dúvidas de leitores sobre desconfianças sobre fotos, recordes, objetivos da missão e a corrida com a China -como os Estados Unidos já esteve na Lua, muita gente não bota fé de que os norte-americanos é que estão agora correndo atrás dos chineses. Teve até gente querendo saber se o Brasil tem espaço no novo ciclo de exploração lunar.
A missão Apolo tinha esse caráter exploratório, a gente queria conhecer as características da Lua. Trouxemos quase 400 kg de rochas lunares. E a missão Artemis é a continuidade disso. Só que agora estamos indo pra ficar. Então a ideia é estabelecer colônias na Lua daqui pra frente. A missão Artemis tem um perfil bem diferente da época da Apolo, porque a gente tá se preparando pra longas estadias na Lua.
Lucas Fonseca
O currículo de Fonseca é invejável: nos três anos em que trabalhou na Agência Espacial Alemã, foi o único brasileiro no projeto Rosetta, da ESA (Agência Espacial Europeia), que, pela primeira vez na história da humanidade, pousou um módulo em um cometa. O para investir no ecossistema aeroespacial brasileiro. Por aqui, fundou a Arvantis, que atua na logística para experimentos da Estação Espacial Internacional, e lidera o Garatéa-L, projeto para levar à órbita lunar o primeiro nanossatélite brasileiro. Fora isso, também é consultor da ONU para assuntos espaciais.
Uma das dúvidas tratadas no episódio mira diretamente o símbolo mais famoso do programa lunar: a bandeira dos EUA. Para uma leitora do UOL, a ausência de novas fotos mostrando a flâmula poderia intensificar a impressão, nutrida erroneamente por muita gente, de armação da primeira ida à Lua. A explicação, porém, é mais do que simples.
A nave não estava fazendo um rasante de poucos metros em relação à superfície. Quando você tira uma foto, você tem incapacidades óticas de conseguir olhar detalhe por detalhe. Então, a bandeira não é possível de ver da órbita da Lua. Embora outras partes dos resquícios das missões anteriores já foram fotografadas por missões japonesas e missões indianas. É possível ver fotos tiradas por outras agências espaciais, que nem é a Nasa, que mostram ainda lá que os módulos continuam na Lua.
Lucas Fonseca
O episódio também encosta em outra polêmica recorrente na internet: o terraplanismo -ou, no caso da Lua, seria ?luaplanismo??. A provocação partiu de leitores, para quem imagens da Terra no horizonte lunar seria demolidor para as crenças de terraplanistas.
Ninguém é terraplanista de verdade. As pessoas simplesmente gostam de navegar um assunto, uma polêmica e fazer parte de uma tribo. Eu sinto que essas pessoas estão lá se sentindo inclusas dentro de um papo que desperta a curiosidade. Mas eu não consigo imaginar que, em 2026, as pessoas sejam terraplanistas.
Lucas Fonseca
Entre as perguntas práticas, Fonseca explica por que a Artemis simplesmente não usou os aprendizados de 1969 para pousar na Lua de uma vez.
No bloco sobre geopolítica, o engenheiro explica a nova corrida espacial: como a China se movimenta para chegar à Lua até 2030 e mira o polo sul, região de interesse por concentrar água, os EUA ajustaram planos para estabelecer uma base lunar antes dos chineses. Quem vence essa disputa?
O segredo da Dona Maria: como IA da China cria pessoas digitais em minutos
O segredo do fenômeno mais recente das redes sociais no Brasil é uma inteligência artificial. E, pelas características do projeto, muito provavelmente é uma ferramenta chinesa.
No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como personagens sintéticos são construídos, se espalham pela internet e por que isso importa. De quebra, mostram um processo que pode estar na origem da Dona Maria, a .
Se ferramentas de inteligência artificial já permitem criar imagens realistas, os serviços que vêm da China facilitam o processo de alguém se transformar em qualquer pessoa exibida em um vídeo.
No universo das redes sociais, há dois tipos de personalidades sintéticas: por um lado, aquelas criadas do zero por IA e, por outro, humanos que usam IA para assumir outra identidade. No segundo caso, está o "Will Smith baiano" do influenciador Naio Barreto, enquanto, no segundo, estão a modelo espanhola Aitana e a Dona Maria, que virou polêmica por vídeos críticos ao governo do presidente Lula e ao PT.
IA do Google em programa da Microsoft: como acionar chatbot com comando do teclado
O Google levou o Gemini para o desktop e entrou de vez na disputa da inteligência artificial por espaço no computador, ao lado do ChatGPT e do Claude. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes mostram como é possível usar IA com um simples comando do teclado.
A dupla explica que, com os apps instalados, dá para chamar um chatbot sem abrir o navegador, usar uma "barrinha" em sobreposição para perguntas rápidas e até analisar o que está na tela, como documentos e imagens.
Quando você tem um aplicativo instalado no seu computador, você pode usar de duas principais formas. O primeiro é abrir o aplicativo como um todo: ele é mais rápido, tem uma interação melhor, é mais fluido. Mas tem a segunda: quando você não abre o aplicativo como um todo, só o chat, uma caixinha menor, em sobreposição à tela que você está vendo. Às vezes eu estou lendo um documento e quero fazer uma pergunta rápida. Eu abro essa barrinha e ela me traz uma resposta em frente ao documento mesmo. Isso traz uma produtividade absurda.
Diogo Cortiz
DEU TILT
Toda semana, e conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no e nas. Assista ao episódio da semana completo.