Vereadora de Curitiba manda colega “voltar para o Ceará” durante sessão e é acusada de xenofobia
Por Kalrhen Braga - Especial para a Tribuna do Paraná
05/08/2026 às 23:12
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A sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada nesta quarta-feira (5), terminou em bate-boca e acusação de xenofobia após a vereadora Tathiana Guzella (PL) sugerir que a também vereadora Vanda de Assis (PT) deveria “voltar para o Ceará”, seu estado de origem.
O bate-boca ocorreu durante o debate de um projeto de lei voltado ao cadastro de pessoas em situação de rua, de autoria do vereador João Bettega (PL). A petista foi a primeira a pedir para participar da discussão sobre a proposta.
“Temos que conversar sobre garantia de direitos, papel da FAS [Fundação de Ação Social], prefeito e também do vereador. Já é atribuição da FAS fazer esse cadastro das pessoas em situação de rua. A pergunta é: precisa o vereador, sabendo da competência da FAS, criar um projeto para vir dizer o que eles precisam fazer? Estão se utilizando desse problema”, apontou Vanda.
Em seguida, Tathiana questionou a cidade de origem de Vanda, que nasceu em Campo Sales, no Ceará, mas mora há 30 anos na capital paranaense.
“Se a senhora gosta tanto de proteger, de elogiar o PT e os partidos ligados ao PT, por que a senhora não volta para o Ceará? Por que a senhora veio para cá? A senhora nasceu lá, mas veio encher o saco aqui”, disse a parlamentar do PL. Veja o vídeo:
Vanda rebateu e acusou a colega de xenofobia: “Essa prática de dizer 'por que a pessoa veio para cá?' é xenofobia. Xenofobia é crime, e a senhora será representada por isso. Isso não cabe, e eu não aceitarei nenhuma prática xenofóbica, nem comigo nem com ninguém que decidiu morar em Curitiba”.
Após repercussão, vereadora do PL diz que não é xenofóbica
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Tathiana Guzella disse que não é xenofóbica. segundo ela, a "ideia" de sua fala era sugerir que Vanda de Assis "retornasse para o Ceará para que constatasse que a política de esquerda que ela tanto defende e que quer trazer para cá não deu certo".
"E essa comparação leva em consideração dados reais, sendo esses inclusive o motivo da minha crítica que eu não pude terminar. Eu sou migrante de Santa Catarina e sempre falo isso aqui e defendi muitas vezes o povo nordestino vítima do Partido dos Trabalhadores lá no Ceará. Querem me calar, mas não vão", disse.
Tathiana, assim como Vanda, não nasceu no Paraná. A vereadora do PL é natural de Caçador, em Santa Catarina. Ela é casada com o deputado estadual Delegado Tito Barichello (União).
“Membro da Polícia Civil, ela possui mestrado em Direito Penal e tem dedicado sua carreira às pautas da segurança pública. Durante sua campanha, defendeu a adoção de equipamentos de reconhecimento facial nas escolas de Curitiba”, diz sua biografia disponível no site oficial da Câmara Municipal de Curitiba.
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