Trump diz que Londres e Paris são dominadas pela Sharia e promete veto nos EUA

26 de Ago de 2026 - 15:30
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Trump diz que Londres e Paris são dominadas pela Sharia e promete veto nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (26) que estuda alguma medida para vetar a Sharia (lei islâmica) no país e citou as capitais de dois aliados americanos para alertar sobre o assunto.

Em entrevista ao podcast do apresentador conservador Glenn Beck, o mandatário republicano foi perguntado se assinaria uma ordem executiva para proibir a Sharia nos Estados Unidos.

“Quanto à lei da Sharia, eu diria categoricamente que isso não condiz com este país. Não existe lei da Sharia aqui. Embora existam alguns focos dela, como você sabe”, respondeu Trump.

“Basta ir a Londres ou a Paris. É quase como um segundo modo de vida. É ridículo”, disse o republicano. “E eu estaria totalmente do seu lado nessa questão — e do lado de muitas outras pessoas também —, porque, sabe, nós dois lidamos com pessoas que, creio eu, baseiam-se mais no bom senso do que na ideologia.”

“A boa política baseia-se, acima de tudo, no bom senso; mas eu proibiria totalmente essa coisa de lei da Sharia. Isso está acontecendo um pouco neste país e, quando vemos isso, nós eliminamos — é preciso eliminar”, acrescentou Trump. “Existe um sistema [judicial] — nós temos um ótimo sistema; às vezes é muito frustrante, mas é o melhor que existe, isso eu posso afirmar.”

Não foi a primeira vez que Trump afirmou que a Sharia está dominando países do Ocidente. No seu último discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro do ano passado, ele disse que Londres tem “um prefeito terrível” que quer “adotar a Sharia”.

Em resposta, o prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, que é muçulmano, chamou Trump de “racista” e “islamofóbico” e negou que ele tenha o objetivo de implantar a Sharia na capital britânica.

Segundo informações da BBC, existem mais de 80 conselhos da Sharia no Reino Unido. Eles atuam principalmente na arbitragem de casamentos muçulmanos e também podem decidir sobre questões financeiras entre praticantes do islamismo, mas o governo britânico afirmou em 2019 que as decisões deles “não são juridicamente vinculantes”.