Por que EUA e Canadá barraram credenciados por motivos diferentes

13 de Jun de 2026 - 05:45
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Por que EUA e Canadá barraram credenciados por motivos diferentes

Os EUA já tinham impedido um árbitro, membros de delegações e jornalistas de entrarem no país para a Copa do Mundo.

O Canadá barrou o jogador Thomas Partey, volante de Gana, que irá desfalcar o time na estreia no Mundial.

A negação de vistos dos dois países tem grandes diferenças pela sua natureza. Mas os bloqueios revelam um mesmo problema que é a definição em cima da hora dos jogos.

Primeiro, o regulamento da Copa prevê, em seu artigo 23,4, que as federações nacionais têm que mandar uma lista prévia de 75 nomes para suas delegações. O objetivo é "as autoridades relevantes procederem às checagens de antecedentes" para dar visto.

Teoricamente, todos que foram credenciados, sejam ligados a federações ou não, passam por esse processo. Foi assim nas Copas anteriores. Ou seja, se era para constar problemas, os dois países já deveriam ter avisado antes a Fifa e negado credenciais.

O árbitro somali Omar Artan foi interrogado por 11 horas na sua chegada aos EUA. Foi impedido de entrar com uma alegação não explicada de suposta ligação com terrorismo. Não foi claro.

Isso também ocorreu com membros da delegação iraniana. O argumento americano era de não facilitar a entrada de terroristas. Não foi explicitado qual a ligação dos barrados com ações militares.

Torcedores de outros países como Haiti também tiveram seus vistos negados.

Todas as motivações no caso norte-americano são políticas e de relações internacionais. Foram atingidos membros de países com quem os EUA têm relação problemática ou de guerra (caso do Irã).

Já o caso do Canadá é um procedimento de visto rotineiro do país impedir a entrada de condenados por crimes graves, como homicídios ou estupro. Partey ainda é acusado de estupro na Inglaterra, embora ainda não tenha sido julgado.

Mas, pelos procedimentos canadenses, o bloqueio pode ocorrer mesmo assim, se as autoridades locais entenderem que há indícios suficientes contra a pessoa.

O jogador marroquino Hakimi poderia passar pelo mesmo problema se o seu país jogasse no Canadá. Ele também é alvo de julgamento na França pela acusação de uma jovem por um episódio de 2023.

No caso dele, o juiz entendeu que o caso deveria ir a julgamento por haver algum indício mais sólido. Hakimi nega a acusação e diz que não tem fundamento.