PF investiga vazamento de informações das operações contra o Master

19 de Mai de 2026 - 10:45
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PF investiga vazamento de informações das operações contra o Master

Dois mandados de busca e apreensão e o afastamento das funções de um agente federal são cumpridos nesta terça-feira (19), pela Polícia Federal, pelo vazamento de informações das fases da Operação Compliance Zero que miram o escândalo financeiro envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.

De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), o agente federal teria vazado à imprensa dados relativos ao início das investigações do Master. A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, é tratada como a sétima fase da Operação Compliance Zero e realizada no estado de Rondônia.

“O investigado, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero”, afirmou a Corte em nota (veja na íntegra mais abaixo).

Já a Polícia Federal afirmou, pouco depois, que a operação tem como objetivo "apurar suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas à investigação", e que o agente foi afastado por suposto envolvimento na "prática do crime".

Desde que as operações contra o Banco Master começaram a ser deflagradas, em novembro do ano passado, diversas informações sobre envolvidos no escândalo passaram a ser divulgadas pela imprensa, entre elas as ligações de ministros do STF com Daniel Vorcaro. Entre eles Alexandre de Moraes, em que se revelou a existência de um contrato de R$ 129 milhões com sua esposa, Viviane Barci, para defender o Banco Master.

E, ainda, a sociedade do ministro Dias Toffoli com seus irmãos em um resort de luxo no interior do Paraná que negociou cotas societárias com fundos de investimento ligados ao Masteratravés do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Apesar de mirar o vazamento de informações à imprensa, o STF afirmou que as medidas não afetam o trabalho de jornalistas ou veículos, "permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte".

Veja abaixo o que diz o STF sobre a operação que apura o vazamento de informações da investigação da Operação Compliance Zero à imprensa:

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, nesta segunda-feira (18), a deflagração de operação policial destinada a apurar eventual crime de violação de sigilo funcional praticado no âmbito da Operação Compliance Zero.

Em cumprimento à decisão proferida pelo relator, ministro André Mendonça, que acolheu representação formulada pela Polícia Federal, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a suspensão do exercício da função pública do policial federal supostamente envolvido na prática do crime.

De acordo com a Polícia Federal, o investigado, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero.

Ressalta-se que as diligências investigativas autorizadas possuem natureza específica e instrumental, voltada à preservação da investigação, à prevenção de eventual reiteração delitiva e à colheita de elementos probatórios ainda pendentes.

Nesse contexto, as medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte.

A investigação, conforme delimitada desde a decisão que determinou sua instauração, destina-se à apuração da conduta de agente público que, em tese, teria violado o dever funcional de resguardar informações sigilosas.

Mais informações em instantes.