Palmeiras bota poeira na vida do Flamengo de Carrascal
O colombiano Jorge Carrascal é um irresponsável.
Na decisão da Supercopa do Brasil deixou o Flamengo na mão, no final do primeiro tempo, com o time sendo superado pelo Corinthians por 1 a 0, por ter dado uma cotovelada estúpida em Breno Bidon.
Contra o Fluminense, pela 11ª rodada do Brasileirão, o segundo tempo estava praticamente terminado e ele deu uma tresloucada tesoura em Guga para ser expulso de novo.
E hoje fez o que fez, aos 20 minutos de jogo, ao enfiar o pé no rosto de Murilo.
E lembremos que, pela Libertadores de 2021, ao dar uma patada em Gabriel Menino, ele também foi expulso do jogo entre River Plate e Palmeiras. O River perdeu por 3 a 0.
O Flamengo amassava o Palmeiras, Carlos Miguel já havia impedido dois gols, um de Samuel Lino, outro de Lucas Paquetá, este cara a cara.
O Palmeiras foi tomando conta lentamente do clássico e aos 38 minutos criou brilhante jogada de Marlon Freitas para Allan dentro da área e dele para Flaco López fulminar o compatriota Rossi: 1 a 0.
Se Carrascal tivesse um mínimo de juízo teria se mandado do vestiário antes que Leonardo Jardim e seus comandados chegassem para o intervalo. Porque merecia levar uma surra deles.
Os alviverdes cozinhavam os rubro-negros sem cerimônia, nem aí para a Nação que não parava de incentivar, mas no embalo de sua massa agradavelmente surpresa com a vitória parcial.
Bruno Henrique no lugar de Evertton Araújo foi a providência carioca para o segundo tempo.
É muito mais frequente o Palmeiras impor viradas do que sofrer viradas, razão pela qual a missão do Flamengo era osso duro.
Além do mais a vitória no Maracanã soava como bênção na vida esmeraldina, para calar vozes apressadas dispostas a fabricar crises artificiais.
Carrascal era problema da Gávea, não do Parque Antárctica e entregar jogo com um mais em campo não estava, definitivamente, no projeto palmeirense.
Aos 10, Samuel Lino, de cabeça, levou Carlos Miguel a fazer sua terceira grande defesa.
Aos 12, Allan arrancou espetacularmente de seu campo ao receber de Flaco, fez fila na defesa, deu a bola para Arias que foi interceptado por Varela, a bola prensada foi alcançada pelo mesmo Allan que, de ombro, fez o 2 a 0.
O Palmeiras botava sete pontos de vantagem sobre o rival, muita poeira para o Urubu engolir e ameaçava ampliar nos contra-ataques.
Nervos à flor da pele eram a principal marca da atuação flamenguista.
Plata entrou, Samuel Lino saiu, aos 22.
A Nação tinha um algoz, um vilão, um carrasco para chamar de seu: Flaco López? Allan? Não!
Carrascal! O péssimo profissional.
Felipe Anderson e Maurício nos lugares de Arias e Andreas Pereira, aos 29.
E Jefté entrou em seguida no lugar de Arthur, assim como Paulinho no de Allan.
De La Cruz dentro, Paquetá fora, aos 35.
O desempenho, por sinal, deve servir para impedir que o resultado traga maiores consequências na Gávea, tão evidente era a superioridade até o jogo ficar desigual.
Aos 37, Rossi evitou o 3 a 0 em arremate de Maurício.
O Flamengo não merecia perder por mais, mas o Palmeiras merecia ganhar por mais, fruto de atuação madura, soberana, inteligente para aproveitar a generosidade colombiana.
Wallace Yan e Saúl nos lugares de Jorginho e Pedro, aos 41.
Flaco, fundamental, saiu para Lucas Evangelista jogar diante de mais de 71 mil torcedores no gramado natural do Maracanã.
Escolada pela Fiel, a Nação não permitia que a torcida palmeirense prevalecesse e gritava Mengo até o fim.
Mas, no fim, o ex-vascaíno Paulinho, fez o terceiro gol em jogada de Jefté. E o goleador fez sinal para a Nação fazer silêncio.
Simplesmente ridículo, porque saber perder também faz parte do jogo.
Reportagem
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